publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 25 Julho , 2014, 22:28

Alguém, no desenrolar de uma tertúlia, insurgia-se contra (no seu entender) os malefícios do computador, considerando-o, inclusivamente, como anti-social.

Justificava-se com o argumento de que era preferível ocupar os tempos, gastos em casa no computador, na leitura, na audição de música ou no convívio com amigos. E, em remate final e exaltante, exclamava: Eu, escrava destas novas tecnologias? Nunca! Internet? Nunca!

Não é a primeira vez, nem será a última, que tenho testemunhado estas atitudes anti-computador, anti internet e anti novas tecnologias, a maioria num processo que me parece ser de uma manifestação de “moda”, um querer parecer bem, ou até uma intenção de exteriorização de uma pretensa superioridade intelectual.

É um facto que não se deve desprezar, perante relatos e factos ocorridos, a necessidade de cuidados e moderação na utilização do computador, associado este às capturas que podemos retirar da internet.

Mas, o computador, como a internet e, abrangentemente, as novas tecnologias, associadas à informação, ao conhecimento e à cultura, proporcionam-nos um manancial de dados que em tempos idos era privilégio de muito poucos, e estes acomodados no grupo dos favorecidos sociais.

A tecnologia, inclusivamente, propicia uma reconfiguração do espaço e do tempo, que deixaria perplexo qualquer antepassado que a este mundo retornasse. Atente-se a instantaneidade com que a informação (notícias, imagens, ideias, músicas, etc.) chega a qualquer canto do universo. Um jogo de futebol, um desastre de avião, um espetáculo de música, um acontecimento de monta, chegam a todo o lado momentaneamente, ao tempo de um estalar de dedos.

Vem a propósito, o relato de uma história passada há poucos anos na nossa Vila Cova. A nossa terra foi visitada por uma Banda Filarmónica, vinda da Camacha e durante a sua estadia houve vários acontecimentos com que se pretendeu comprazer os visitantes. Um deles, patrocinado pela Santa Casa, constou, no terreiro do Centro de Dia, de um “porco no espeto” oferecido a toda a população. Em frente do computador, tive então a ideia de ir comentando, via “Miradouro” o desenrolar de tudo o que de mais importante se ia passando. E lá explanei: “neste momento o porco já gira no espeto”

Ora, o Sr. Armando Lourenço, que nessa altura estava em África, recebeu a notícia em tempo quase real. Telefonou ao pai, o falecido Sr. Albano Lourenço e disse-lhe. Oh pai, já me cheira a porco no espeto. E ao pai deve-lhe cheirar mais, pois não está a mais de cinquenta metros do local.

O Sr. Albano Lourenço nem queria acreditar. É que ainda nem se tinha apercebido que o porco já esturricava no espeto. Confirmou-o depois no local. O filho a milhares de quilómetros tinha-o sabido primeiro…

 

Nuno Espinal


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