publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 31 Dezembro , 2020, 07:58

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Vila Cova teve o privilégio de poder assistir, no Salão da Casa do Povo, a uma peça de teatro, cujo tema, alusivo ao Natal, foi escrito por Silvino Lopes.

A peça foi interpretada pelo Grupo “Os Gorgulhos”, grupo integral na área do Teatro, já que as várias vertentes ligadas a toda a estrutura que a apresentação de um tema teatral comporta são da sua total responsabilidade, desde a autoria de texto até à representação.  

A peça confirma a prodigiosa imaginação do Silvino Lopes a nível de texto e de encenação, mesmo, que a falta de recursos financeiros o obrigue a um minimalismo de adereços e cenários.

Os grandes protagonistas da história são os Reis Magos, havendo a realçar, no enredo desta peça, uma bi-temporalidade, convivendo a época atual com a época do nascimento de Jesus.

O início da peça retrata logo esta situação. Num cenário nu, os Reis Magos surgem vestidos à época, mas ornamentados de cachecóis alusivos à seleção portuguesa de futebol. Preparam-se para assistir a um jogo da nossa seleção, quando um dos Reis Magos, concretamente Baltazar, recebe uma mensagem de telemóvel a anunciar o nascimento do menino Jesus, o Rei dos Reis. “Noblesse oblige”, dois dos Reis Magos, Baltazar e Gaspar, decidem ir à Judeia saudar o Menino, enquanto Melchior decide ficar pois não quer perder o jogo.  

Após várias peripécias, com uma bem hilariante viagem aérea dos dois Reis Magos a caminho da Judeia, em avião da Companhia Aérea do Piodão, Baltazar e Gaspar chegam ao destino e acabam por encontrar, surpreendentemente Melchior. Como é que vieste cá parar? Pergunta um deles. A resposta é: Vim nas asas da imaginação.

Esta resposta revela a inteligência de quem escreve o texto. De resto, a imaginação e a criatividade são atos de inteligência, que caracterizam Silvino Lopes.

A peça está cheia de momentos com muita graça, a provocar acima de tudo um riso interior, como uma espécie de terapia face à situação de pandemia que atualmente vivemos.

Vale, de facto, a pena ver esta peça, com a duração de uns 40 minutos, peça que estará em arquivo até ao próximo Natal.

Então, nessa altura, já todos nós libertos das restrições sanitárias, que foram cumpridas na integra no Salão da Casa do Povo, e já sem os medos provocados pelo vírus, por certo que no próximo Natal não nos escamotearemos, como espetadores, ao prazer de assistirmos ou tornarmos a assistir à representação desta peça, cujos atores são Silvino Lopes, Fernanda Santana e Acácio Simões.

 

Nuno Espinal

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