publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 11 Junho , 2010, 10:45

De acordo com informações que pudemos recolher, a “Rede de Aldeias do Xisto”, para a qual existe a candidatura da nossa Vila Cova promovida pela Câmara é, no fundamental, um projecto que visa a promoção turística e a criação de riqueza, através do incremento turístico, de aldeias incluídas na zona em que aquele tipo de pedra predomina e tendo como objectivos a preservação da cultura, da paisagem, a dinamização do património, das artes, dos ofícios e dos produtos locais.

Obviamente que, para uma qualquer candidatura, um dos elementos de relevância será a gastronomia, como produto local. Ora, Vila Cova, a este nível, tem já pontos garantidos, pois conta com um produto que é um verdadeiro ex-libris de originalidade e criatividade popular: o seu já famosíssimo Bucho, actualmente produção da empresa familiar do Sr. Vasco Cruz.

Mas um outro produto, ainda na área da gastronomia, tem ganho posições de relevo como uma marca de qualidade que só prestigia a nossa aldeia: o Queijo da Quinta do Raro.

Na “Mostra”, realizada na Praça no último fim-de-semana de Maio, a “banca” que o expunha foi um espaço concorrido e que se saldou pelo sucesso.  

Sucesso acrescido ao que já detinha e que projecta cada vez mais a sua fama e qualidade.

A confirmá-lo, o número crescente de visitas que a Queijaria tem recebido desde a “Mostra”, a multiplicar a comercialização e venda do queijo.

O sabor, a textura e a qualidade são características que definem o “Queijo da Quinta do Raro”. 

Todos nos devemos congratular por isso. Vila Cova, com a reputação que mais um produto oriundo do seu seio está a adquirir, só tem a ganhar.

Os nossos parabéns à “Queijaria do Raro” pelo excelente queijo que produz, com uma referência especial à Srª Dª Natalina, a talentosa obreira do seu fabrico.

 

 

 

Nuno Espinal  

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 09 Junho , 2010, 11:48

Estamos em meses de Verão e o Povo já diz: Há Festa para além da Crise!

Vila Cova já deu o mote. E de que maneira!

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 06 Junho , 2010, 16:42

Para os sociólogos a desigualdade de género advém da diferença de estatuto, poder e prestígio que homens e mulheres adquirem em grupos, colectividades e sociedades. (Anthony Giddens, Sociologia)

É uma questão histórica que, por força da determinação das mulheres, tem sido discutida com muita incidência nos últimos anos, com consequentes ganhos para o género feminino, que tem conquistado avanços na sua intenção de igualização social.

Uma das questões em que é visível esta tendência de igualização está patente no papel social da mulher.

Sem o propósito de explorarmos o assunto, apenas diremos que a mulher, nos últimos anos, vai vencendo a guerra relativamente aos preconceitos que a têm relegado secularmente para um plano secundaríssimo e até de submissão.

E isto até nas coisas mais simples. Veja-se o caso de duas jovens que em Vila Cova, no Domingo da “Mostra”, subiram ao improvisado palco das actuações artísticas. Elas próprias assumiram o papel de maestrinas, ainda que em substitução ocasional do maestro António Simões, e dirigiram, com toda a segurança, o Coro Infantil da Flor do Alva.  

Foi um momento bonito por todo o significado revelado. Inclusivamente por serem elas, jovens mulheres, a poderem explodir algum do seu potencial, situação impensável, em Vila Cova, há uns anos atrás e apenas devida a méritos próprios.

Parabéns, pois, à Liliana Lourenço e à Dora Leitão.

 

Nuno Espinal  

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 02 Junho , 2010, 10:31

A “Mostra” prestou-se ao disparo fotográfico. E muitas foram as máquinas em acção, procurando imagens que têm uma função ou actual ou servirão para o álbum de memórias, quando daqui a uns anos forem revisitadas.

Nesta avalanche de fotógrafos desta era digital, alguns sobressaem com mais arte e demonstram uma sensibilidade superior. Gosto, por exemplo, das fotografias da minha amiga holandesa Arlette. E agradeço-lhe a atenção de disponibilizar as suas fotos da “Mostra”.

Quanto aos leitores aconselho-os a aproveitarem e os que estiverem interessados, não hesitem, façam as suas encomendas.

Entretanto, eis o mail que recebi e o respectivo endereço do local das fotos:

 

Bom dia, está tudo bem? As fotografias podem ser vistas em: WWW.FLICKR.COM/PHOTOS/2829MAIO
CUMPRIMENTOS, ARLETTE

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 31 Maio , 2010, 11:03

 

 

As palavras do Dr. António Cardoso, vereador da Câmara, no encerramento da “Mostra”, foram elucidativas quanto às razões do sucesso que marcaram os últimos Sábado e Domingo de Vila Cova:

“Esta Mostra funcionou com um êxito inegável porque houve unidade, porque a Junta, as instituições, colectividades e Povo se uniram em torno de um projecto. Não houve política e nestas coisas a política tem de ser posta de parte.”

Tem toda a razão o Dr. António Cardoso. A política, a dos partidos, entenda-se, foi mesmo posta de parte. Por isso, esta “Mostra de Sabores e Labores” foi uma aposta ganha. Houve como que um renascer de uma convicção de que Vila Cova merece, pela sua história e cultura, um lugar de destaque. O povo soltou-se, veio para a rua, sorriu, entregou-se em partilha, associou-se, desprendeu uma raiva acumulada, afinal um sentimento que no subconsciente se vem acumulando de há muitos anos para cá.

“Todas as terras, as ribeirinhas, têm praia e piscina, só nós é que não? São criados lares em todas as principais terras, só aqui nos são recusados apoios e subsídios? O nosso bucho, que é o melhor, é aproveitado para dar nome a outros, e a nós é que não? Temos uma vivência cultural na freguesia com uma filarmónica, coro infantil, quinteto de metais, rancho folclórico, manifestações religiosas de uma tradição secular e poucos nos reconhecem estes méritos? A nossa equipa de futebol tem tido êxitos que ultrapassam a realidade regional, fruto de direcções e responsáveis empenhados, e no concelho ignoram esta realidade? ”

Perguntas sem resposta e que têm forjado um certo desconforto, ainda que em silêncio. Daí que esta “Mostra” acabe por ser também um desabafo, um grande clamor de aiguma revolta. Mas, acima de tudo um grande triunfo.

Um triunfo que deve ser endereçado, em grande parte, à Presidente da Junta de Freguesia, Drª Cidalina Lourenço. Não terá havido um modelo, na minha opinião, de meticulosidade e organização germanófila, a que por exemplo eu me entrego nestas circunstâncias. Houve, contudo o "quanto baste" e o que importa é que tudo funcionou, sem máculas evidentes. E a Drª Cidalina Lourenço tem uma virtude, uma qualidade, que é de facto um grande trunfo. Um aferro impressionante na concretização da ideia que persegue. E quando assim é há já um meio caminho andado para que os objectivos que se pretendem se concretizem. E a “Mostra de Labores e Sabores” provou-o bem. Parabéns!

 

Nuno Espinal

 

 

 


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