publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 17 Julho , 2010, 17:45

Isto de ser da “Malta” é como que um estatuto. Mas, um estatuto “sui generis”. Sem deveres, que não sejam o da amizade sincera, que reverte, no essencial, em prerrogativas. A maior de todas é a da amizade.

Foi com este sentimento que se juntaram o Quim Espinal, o Antero Madeira, a Isabel Madeira, o António Gabriel de Almeida (o sempre Toneca), a Jo Espinal e a Maria João Macara, que não surge na foto porque, na circunstância, foi a autora do disparo fotográfico.

E não é por acaso que conviveram no “Cantinho da Saudade”, em Lisboa. Porque também foi de saudade este convívio, ao som de fados, com Vila Cova, nas suas conversas e memórias, em cenário de fundo.

Embalados em recordações e saudades, predisseram desejos e aspirações. Vila Cova está-lhes nas intenções.

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 04 Junho , 2010, 09:22

Para alguns, na “Mostra”, houve já um cheirinho ao “Encontro”

 

Mais um “Encontro” (o III) e este a acontecer pela segunda vez em Vila Cova. É a “Malta” de sessenta/setenta que se reúne uma vez mais, em evocação das gratas memórias de um tempo e espaço únicos, memórias com Vila Cova por palco e a marca de circunstâncias sociais, de então, “sui generis” e irrepetíveis.

Dançavam ou com os corpos colados ou no gingar voluptuoso de um “twist”, ao som de uma Françoise Hardy, do trepidante ritmo dos Beatles, dos Rolling Stones, dos Beach Boys, de muitos, muitos outros ou, já mais tarde, dos Credence Clearwater Revival .

Amavam em espaços discretos e lugares idílicos, fosse na Senhora da Graça, na Mata, na Fonte dos Passarinhos, na Fonte dos Amores ou outros que fossem, desde que alcofas adequadas aos seus ais de amores e invioláveis à devassa coscuvilheira de estranhos.

Ligavam-se por uma cumplicidade solidária que os diferenciava, na irreverência tão peculiar incrementada nos descompromissos da sua juventude, moldados por uma brisa de mudança que, lá fora, sem os constrangimentos da ditadura, assumia sopros mais veementes, repercutidos no “Maio de 68” ou nas filosofias do “make love not war”.

Foram circunstância e fruto da circunstância. E Vila Cova, ainda que tenuemente que fosse, foi-lhes, também, lugar e tempo dessas circunstâncias.

 

 

Nuno Espinal


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