publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 08 Março , 2018, 20:58

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Todos temos na lembrança – e quem esteve em Vila Cova, por maioria de razão – a tragédia que foi o incêndio de 15 de Outubro.

Escrevo hoje, não para relembrar aquilo que ninguém esquece, mas para me debruçar sobre dois problemas, que são dele consequência e que poderão afectar gravemente não só Vila Cova mas pessoas individualmente consideradas, com danos irreparáveis.

O primeiro diz respeito à fragilidade em que Vila Cova se encontra devido ao desaparecimento da mancha florestal que a rodeava, embelezava e protegia, amparando as suas encostas das águas pluviais.

É sabido que as tendências climáticas apontam para precipitações elevadas e intensas em curto espaço de tempo, o que gera correntes de lama que arrastam tudo no seu caminho, destruindo tudo à sua frente, como a televisão frequentemente nos mostra, tanto no país como noutras partes do mundo.

A derrocada recente na casa de meus tios – e não é por isso que escrevo – evidencia já esse risco.

Mostra-se, por isso, adequado e urgente que a Junta de Freguesia, em articulação com a Câmara Municipal de Arganil e a Protecção Civil, elenquem os pontos críticos por onde a Vila possa ser atacada por águas torrenciais e tomem, atempadamente, medidas adequadas de prevenção e encaminhamento.

O segundo diz respeito às tílias, relativamente ao qual sinto o dever acrescido de vir a terreiro chamar a atenção.

É que, aquando da intervenção em Vila Cova no âmbito do programa das Aldeias de Xisto, tive a percepção de que as tílias poderiam ser afectadas. Vim, então, a público, com violência, de resto, desusada, em defesa desse património tão rico quanto querido.

Pois bem, passado o incêndio, a sua voracidade não poupou as tílias, deixando-as ardidas por dentro, como o Mário me mostrou. Poderão representar agora um perigo para as pessoas e para o próprio trânsito.

É urgente uma intervenção de consolidação, escoramento, reforço das cintas que já seguram as suas ramificações mais fortes, no limite, com grande tristeza, o seu abate e substituição por árvores novas.

Nada é eterno. É a vida.

Como se viu, as tragédias não têm dia nem hora marcadas.

Acontecem, simplesmente.

 

José Oliveira Alves


Joaquim Espiñal a 12 de Março de 2018 às 15:04
Visão esclarecida e preocupada de um preclaro cidadão e grande entusiasta de Vila Cova de Alva, berço que o viu nascer e que conta, incondicionalmente. com o seu entusiasmo. Para bem do seu Futuro e prazer de todos nós. Um grande abraço Zé, que espero materializar muito em breve.
Quim Espiñal.

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