publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 24 Abril , 2019, 19:35

029.JPG

Liberdade

 

 

Quando as folhas dançam e esvoaçam

E com elas danço e esvoaço

Suspensos do bracejar do vento

Que arrasta um tempo de quimera.

 

Então, a sós com a Natureza,

Em tons de primavera,

Perscruto-lhe o sentir.

E uma voz solene, que logo se esfuma,

Diz-me, em pulsar breve,

No exíguo clarear de súbita bruma:

Que estou no absoluto da liberdade.

 

Mas, refaz-se a realidade:

E logo me asseguram

Liberdade? Tem limites!

Coisa outra nem pode o fado ser.

E do deve e do haver,

Ouço dizer:

A minha liberdade termina quando a dos outros começa…

Que assim seja!

Liberdade sempre!

Em cravo de abril que viceja.

 

 

 

Nuno Espinal, Coimbra, 24 de abril de 2019

 


comentários recentes
O meu profundo sentir á minha querida amida Sra D....
os azulejos lhe davam valor e beleza. muito perdeu
Pode publicar. Achamos importante que o faça. Obri...
É uma informação muito importante.Espero que não s...
O texto relaciona.se, de facto, com minha tia e ma...
Sim, de facto Maria Espiñal, minha tia, era escrit...
Minha Mãe sempre me disse que a madrinha dela era ...
Uma foto lindíssima.
Olá :)Estão as duas muito bonitas.Ainda bem que a ...
PARABÉNS à nossa FILARMÓNICA!
Abril 2019
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5
6

7
8
9
12
13

14
18

23
26
27

28
29


pesquisar neste blog