publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 07 Dezembro , 2018, 00:51

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Ora aí estamos nós em plena época do fervilhar natalício, com todas as várias “manifestações” típicas deste período de evocação do nascimento de Jesus.

Para além das manifestações religiosas, que com os presépios devem ser a substância essencial da comemoração,  outras foram colhendo implantação, como as parangonas alusivas à paz no mundo, à fraternidade, à amizade, à solidariedade,  como as árvores coca-cola de natal, com escalas de preços nas suas aquisições,  a refletirem escalas de estatuto social e de riqueza, como os pais natais, pendurados e equilibristas  nas varandas, paredes e chaminés, onde também brilham luzes cintilantes, como a loucura consumista, invadindo “grandes superfícies” e lojas de todo o tipo, bem como os almoços e jantares de grupos de amigos, de empresas e de instituições, a proporcionarem, na maioria dos casos, um manancial financeiro a reverter para a restauração.

De todos estes e mais registos há uns que elejo, outros que tolero e alguns que descarto.

Mas a este nível opinativo, por aqui me fico.

Apenas me vou focar no almoço de confraternização protagonizado e da iniciativa da nossa União de Freguesias.

E faço-o porque, na senda do que é o tão propalado “Espírito de Natal”, há uma cadeia solidária estabelecida, que permite que a União de Freguesias não tenha quaisquer despesas neste acontecimento.

Ora vejamos: a tenda gigante montada no Pátio do Centro de Dia é da responsabilidade da Câmara. O Bacalhau é oferecido por uma empresa. O serviço de cozinha, assim como o serviço de mesas, é prestado pela Santa Casa de Misericórdia de Vila Cova, que conta com alguma ajuda, em termos de pessoal, da Associação Sócio Cultural de Anseriz. Há ainda a oferta de couves, batatas e vinho por vários populares. Doces, com destaque para a tigelada e arroz doce, são também oferecidos por populares e ainda pela Santa Casa.

E há mais nesta cadeia solidária: a atuação dos Gorgulhos, que apresentarão, logo após o almoço, a peça em estreia “A Reforma do Pai Natal…”

Este almoço comunitário integra, de facto, um verdadeiro espírito de solidariedade, que se agrega incondicionalmente naquilo que se deve reputar como identidade caracterizadora da época de natal.

Aberto a todos os que queiram marcar a sua presença e participação neste almoço, de grande convívio e confraternização, estão descartadas em absoluto, segundo as palavras do Presidente da União, Paulo Amaral, discriminações tanto de ordem partidária, de credos, de etnias, ou seja as principais referências que sobre este tema estão referidas em “liberdades e garantias” na Constituição da República Portuguesa.

E se se cumpre a Constituição, acima de tudo cumpre-se o Natal.

 

Nuno Espinal


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