publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 10 Outubro , 2018, 23:42

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Dados oficiais na área da demografia dão-nos uma inquietante realidade do país. Com a taxa de fecundidade a um nível muito baixo (nº de nados-vivos/nº de mulheres em idade de procriação (15 aos 49 anos) x 1000) a par da taxa de natalidade (total de nados-vivos/população absoluta x 1000), a população portuguesa, desde 2013, tem decaído em cerca de 20.000 indivíduos por ano, número este que seria maior se a esperança média de vida não tivesse aumentado significativamente.

A população portuguesa residente ronda hoje perto de 10,3 milhões de indivíduos, com um decréscimo de cerca de 300.000 indivíduos desde 2010.

Por outro lado, o tal Portugal “inclinado” para o litoral tem reduzido expressivamente o número de residentes no interior, em especial em aldeias do país.

Veja-se o caso específico do concelho de Arganil. O número de 15.489 residentes em 1981 reduziu-se para 11.181 no final de 2017. Uma perda de 4.308 residentes, ou seja, um decréscimo de quase 28%.

Mas, o que ainda mais potencia pertinentes preocupações são as projeções estatísticas do INE que prevê, em 2050, uma redução da população residente em Portugal para 9 milhões.de indivíduos.

É evidente que este número está sujeito a variáveis e enquanto tal poderá não se confirmar, sendo de admitir que, àquele ano, a população residente em Portugal possa registar outra dimensão, entre mais e menos.

Contudo, a crença na ciência e em técnicos de reconhecida competência do INE, faz-nos aceitar aquele número como acontecimento que terá toda a viabilidade de acontecer e, enquanto tal,  ser revelador de um declínio demográfico no interior do país de grande dimensão, em especial nas aldeias.

Há cerca de três anos, Vasco Ferreira, em conversa que teve comigo, deu-me a conhecer um dado demográfico por ele contabilizado, referente ao número de indivíduos residentes em Vila Cova:123.

Hoje são menos e daqui a uns dez anos menos serão.

As consequências serão fáceis de equacionar, com o aumento percentual da população idosa e a diminuição, em termos absolutos, da população jovem e ativa.

Esta perceção foi, há já anos, considerada pelas Instituições Filarmónica Flor do Alva e Grupo Desportivo Vilacovense.

Urge que a Santa Casa, no seio da União de Freguesias, enverede pelo mesmo caminho, irmanando-se institucionalmente com quem que lhe seja afim e abrindo-se, na sua composição social, a todos os que a ela queiram aderir e com ela queiram colaborar.

O grande ganho será dos que da solidariedade social mais necessitam, encontrando nas IPSS(s) da União de Freguesias o apoio e conforto que humanisticamente lhes é devido.

 

Nuno Espinal


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