publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 15 Julho , 2016, 01:57

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O Dr. António Simões, licenciado em Ciências da Educação, com especialização em Gestão e Administração Escolar e com uma carreira profissional ligada à “Formação”, tem granjeado a simpatia generalizada dos vilacovenses, não só pelo seu trato afável, mas, muito ainda, pela simplicidade na sua conduta relacional.

Comandante da Corporação dos Bombeiros Voluntários de Penacova e Presidente da Federação dos Bombeiros para o Distrito e Coimbra, foi nesta última condição que concedeu uma entrevista de duas páginas ao “Diário As Beiras”, numa edição recente deste jornal.

As suas avisadas palavras, de experiência e saber, enfocam-se, em grande parte da entrevista, nos incêndios florestais, que têm principal incidência nesta época do ano.

Eis algumas passagens que registamos das palavras de António Simões:

 “A nossa floresta ano após ano está mais abandonada. Terrenos que o ano passado estavam cultivados hoje têm mato. As terras do interior estão cada vez mais desertificadas e tudo contribui para potenciar o aumento dos incêndios. /…/ É um facto que houve este ano um aumento de pluviosidade. Isso é um facto, mas não foge muito à regra dos anos anteriores. Os caminhos estão mais estragados porque os caudais provocaram danos. Mas, a regra é que temos três meses de muito calor e uma floresta muito desertificada. Estão assim criadas as condições para nestes três meses haver grandes incêndios.”

 “Os incêndios por descuido já são cada vez menos, pois há uma maior sensibilização da população naquilo que se refere ao uso do fogo.”

 “A floresta só pode ser tratada se for mais rentável. Ninguém de nós trata o seu bocado de terreno se ele não der nada. A floresta tem de ser encarada como uma prioridade nacional. Se é importante, eu não posso ter pessoas a limpá-la e a receber o ordenado mínimo e sistematicamente ir buscá-las ao fundo de desemprego. Se quero pessoas a trabalhar nas florestas tenho de lhes pagar. Temos várias equipas de Sapadores Florestais, pagas pelo Estado, pagas pelo ordenado mínimo e muito do trabalho que realizam nem é feito na floresta. /…/ Se quero valorizar a floresta tenho de pagar bem e tenho de procurar tirar daí rendimento para pagar.”

 

 

Nuno Espinal


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