publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 05 Março , 2015, 14:29

276735_Papel-de-Parede-Mulher-em-Um-Mar-de-Agua-Cr

 

Solitário

Fui ilha e ermo de longínquos horizontes,

Livres de muros 

Em espaços puros.

 

Rendido à fantasia

Pairei em brisa do acaso, aroma de maresia.

E no meu sonho bailaste,

Suaves embalos em mar quase chão

E velas serenas de caravelas a rumar

Em ventos de paixão

 

Fui, na ebriedade,

Distante aos clamores da cidade

 

Lá fora diziam: - É carnaval

Supérflua imaginação!

 

Antes o fantástico do meu Sonho

 

E no meu sonho bailaste em mar de coloridas serpentinas

O teu corpo em requebros

E movimentos libidos de sereias bailarinas.

 

Nuno Espinal  (Coimbra, Fevereiro, 2015)


Joaquim Eduardo Espiñal a 5 de Março de 2015 às 23:07
Um poema muito profundo. Os sentidos apuram-se na recriação das imagens e no sonho "bailam" as memórias que nos dão conforto. Lindo. Muito lindo.

comentários recentes
O meu profundo sentir á minha querida amida Sra D....
os azulejos lhe davam valor e beleza. muito perdeu
Pode publicar. Achamos importante que o faça. Obri...
É uma informação muito importante.Espero que não s...
O texto relaciona.se, de facto, com minha tia e ma...
Sim, de facto Maria Espiñal, minha tia, era escrit...
Minha Mãe sempre me disse que a madrinha dela era ...
Uma foto lindíssima.
Olá :)Estão as duas muito bonitas.Ainda bem que a ...
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