publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 14 Setembro , 2017, 03:53

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Caro Alberto:

 

Não tinhas o direito de partir assim.

Sem mais, como se não fosses importante para todos e cada um de nós.

Recentemente, pelo teu aniversário, fizeste questão de nos reunires em tua casa, à volta da tua mesa, numa feliz comemoração.

A todos abraçaste com o teu sorriso aberto e prazenteiro que irradiava satisfação por estarmos ali.

A tua mulher, o teu filho, a tua nora e a tua neta desdobraram-se em amabilidades para connosco, como se de família próxima se tratasse.

A tua neta falou por todos nós, num improviso que lhe impusemos, e salientou, em palavras simples mas plenas de significado, aquilo que um avô mais desejaria ouvir – a admiração, o amor, o carinho por um avô sempre presente, amigo, conselheiro e protector que a Leonor lhe testemunhou

Poderíamos fazer nossas as palavras da tua neta.

Há dois anos, também por altura do teu aniversário, almoçámos em Fajão, lembras-te? Fizeste questão de oferecer o almoço dizendo algo como isto “estes são os meus amigos, que importa o dinheiro?”

Foste sempre assim, amigo do teu amigo, generoso, bom e leal, de nome e de temperamento.

Para ti a vida deveria ser um jogo sem vencedores nem vencidos.

Nunca ninguém te viu zangado nem nunca te ouviu uma crítica a quem quer que fosse. Foste um exemplo de amigo, marido, pai, avô e Homem.

Hoje, que o jogo acabou, perdeste, Alberto, perdemos todos, e penso que, sem o sabermos, o abraço apertado que trocámos no dia do teu aniversário era um abraço de despedida.

A vida tem destas traições.

Sabes que deixas um vazio enorme.

O teu lugar, no “Entroncamento”, no “Escuro” como lhe chamamos, vai agora ficar vazio ao lado do Vasco mas não deixaremos de sentir a vossa presença junto de nós.

Um dia, lá nos encontraremos no universo do tempo, daremos um fortíssimo abraço de saudade e continuaremos as nossas conversas que agora interrompemos.

Embora tivesses o dever de continuar junto de nós, vai em paz, Alberto

Até sempre, Amigo.

 

José Oliveira Alves

 


Joaquim Eduardo Espiñal a 14 de Setembro de 2017 às 10:30
Estes comentários tão sentidos do Nuno e do Zé, estou certo, falam por todos nós. A partida do Alberto só foi há umas horas, mas já é grande a Saudade que nos deixa. Este nosso querido amigo era bem assim. Amigo do seu amigo. Simples, mas de um enorme coração. Obrigado Alberto pelos abraços que trocámos. Nesta tua derradeira viagem, os teus amigos chorarão emocionados este adeus para sempre. Amávamos-te Alberto. Vamos sempre recordar-te.

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