publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 25 Setembro , 2013, 11:42

 

 

É tempo da cor escarlate das amoras,

Em dias que se estreitam em prematuras horas.

 

O silêncio é mais silêncio na solitude que emerge.

 

Íntimo, vagueio passos de nadas

Em estalidos vazios nas folhas secas tombadas.

 

No silêncio reforça-se o silêncio.

 

Eis-me a sós com o outono ameno.

 

Qual alma perdida?

 

Seguro e sereno, neste meu outono da vida!

 

 

 

Nuno Espinal, em Vila Cova de Alva (24/9/13)


Joaquim Espiñal a 26 de Setembro de 2013 às 15:39
Poema genial. Retrato fidelíssimo dos sentimentos do nosso Outono temporal. "Seguro e sereno", aguardo, também eu, pacientemente, pela próxima Primavera.
Tocou-me profundamente.

lilinha a 19 de Outubro de 2013 às 16:31
belo e sentido poema de meu parente. Parabéns .

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os azulejos lhe davam valor e beleza. muito perdeu
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