publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 17 Setembro , 2013, 19:22
 

Uma Simples mas comovente homenagem foi domingo prestada aos Bombeiros Pedro e Patrícia pela Junta de Freguesia de Barril de Alva.

Fez precisamente no dia 15 de Setembro um ano, que a sirene do quartel dos Bombeiros Voluntários de Côja suou e passos apressados e viaturas dos bombeiros em movimento se fizeram sentir no quartel, pois algum incidente tinha acontecido.

Incêndio florestal em Barril de Alva.

Desloquei-me de casa para o quartel, solicitado pelo eco da sirene e pela mensagem enviada do quartel no meu telemóvel.

Apressei-me a verificar o que era necessário, deslocando-me à central ouvindo de seguida pelas comunicações rádio que algo de mau tinha acontecido, sem sequer saber com quem e o que teria acontecido, mas pela voz embargada e aflita do Oficial Pedro Trindade, algo de grave contrariou a actuação daquela equipa.

Solicitadas ambulâncias para o teatro de operações, o meu coração e o meu pensamento avisavam-me que as chamas do inferno provocaram a desgraça.

Desloquei-me para Barril de Alva numa viatura de transporte de água de grande capacidade, estacionando junto ao cemitério daquela localidade.

Vi nos olhos dos meus colegas as lágrimas que lhe molhavam o rosto, e os abraços entre eles como sinal de conforto por algum motivo que eu ainda não sabia.

Fez-se silêncio…Morreu a Patrícia…

O mundo desabou, o sol perdeu a cor, o meu coração batia tão rápido sem descansar.

Sube ainda que o Pedro Brito estava desaparecido.

De nada se sabia e se tinha sobrevivido, até alguém alertar que tinha surgido em situação muito grave mas com uma enorme força de contrariar a traição que o fogo que pregou, atravessando as chamas que lhe viriam a tirar essa mesma força já no hospital… Sete dias depois partiu para o céu…

Ainda não nos tinhas levantado do regaço da tristeza e angustia pela perda da Patrícia e nova espada trespassou os nossos corações com a morte do Pedro.

Interroguei-me porquê, porque tinham eles merecido isto se apenas estavam a defender o que nada era deles e nada com isso ganhavam.

As respostas não surgiram, apenas ganhei mais força ainda para continuar o trabalho que estava a desenvolver pois o fogo não esperava e consumia tudo o que apanhava pela frente, e chorando rezei por eles, tendo a certeza que partiram sorrindo fazendo aquilo que gostavam…SEREM BOMBEIROS. Apenas lhe peço, que no céu rezem por mim e por todos os seus colegas, para que sejamos sempre protegidos das chamas do inferno.

Descansem em Paz.

 

João Manuel Borges Gonçalves

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