publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 08 Março , 2013, 22:54

 

Há um lastro de odores silvestres

Neste reviver de passados em que florias

Na juventude que partilhávamos

Nos beijos que trocávamos e nas libidos em que apertávamos desejos

De sexos a debutar.

 

Ávidos de aventuras que se exultavam nos nossos corpos

E nos esvoaçavam etereamente.

 

Hoje, olho enternecido as águas do Alva,

E os teus cabelos brancos estão espelhados de negro como outrora.

 

E o meu vigor quebrantado ganha alento

Nos açoites prateados de espuma

Do velho caneiro do Salgueiral.

 

Nuno Espinal


Joaquim Espiñal a 8 de Março de 2013 às 23:31
Muito lindo... Quantos de nós não se revêm neste poema?
Abraços
Quim Espiñal

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O meu profundo sentir á minha querida amida Sra D....
os azulejos lhe davam valor e beleza. muito perdeu
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