publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 09 Agosto , 2012, 19:26

 

Do Jornal “O Rio” captámos esta entrevista ao vilacovense Jorge Fernandes, que não resistimos em publicar, até pelas suas referências a Vila Cova

 

Entrevista por António Tapadinhas

 

Jorge Fernandes é um homem com ideias muito definidas acerca da maneira correcta de encarar a vida e a sua relação com a família, amigos e sociedade em geral.

Esta faceta da sua personalidade reflecte-se no associativismo em que, por exemplo, na Associação Desportos Náuticos Alhosvedrense, Amigos do Mar, onde nos encontramos, completou dois mandatos como presidente, deixando na associação os meios necessários para a prática dos desportos náuticos, ou seja, os alicerces para a utilização integral do nosso rio Tejo.

Também na pintura é evidente a sua dedicação a um estilo que tem cultivado desde sempre, sem ligar a modas. Quando lhe perguntámos se podia explicar a razão dessa fidelidade, respondeu:

 

 É difícil, ou talvez não, dizer porque me mantenho fiel ao estilo de pintura que adoptei e do qual ainda não abdiquei. Digamos que é como tentar saber porque é que gosto do Sporting e não do Benfica, por exemplo. É uma questão de gosto e isso, creio que é dificil saber-se porquê. É neste estilo que me sinto mais à vontade e que mais gosto. Não há nada a fazer!

 

Todos conhecemos personalidades que sabem um pouco de tudo, sem saber nada em profundidade. Jorge Fernandes, nesta sua caminhada em busca da perfeição, procura descobrir os segredos dos grandes mestres que admira e lhe servem de guias. As suas motivações nesta fase da sua carreira resume-as, assim:

 

 Maior aperfeiçoamento da técnica que adoptei, para poder apresentar um trabalho com melhor qualidade e que agrade cada vez mais a quem vê e gosta da minha pintura. Estou presentemente a passar por uma fase produtiva que até a mim me espanta e o desejo de expor os meus trabalhos está agora mais presente.

Tem novos trabalhos que já dão para uma exposição num local com qualidade e com um catálogo a condizer. Nesta sua busca, a sua terra natal, Vila Cova de Alva, Arganil, tem fornecido bons motivos para os seus trabalhos e recompensada com a generosidade do pintor que, sempre que é solicitado, oferece uma obra para leilão que tem chegado para compensar a falta das autoridades competentes no seu dever de manter viva a cultura no interior do país para travar a sua galopante desertificação.

E veio a talhe de foice a sugestão dada pelo artista:

 

Na minha opinião os artistas do concelho têm sido um pouco esquecidos e pouco motivados por parte das entidades concelhias. Lembro com saudade a Feira de Artes e Ofícios que se realizava anualmente no Pavilhão de Exposições e que o saudoso José Manuel Figueiredo, então vereador da cultura, pôs em prática depois de uma conversa comigo e com o Vítor Moinhos. Também o vereador que se seguiu no pelouro, José Manuel Fernandes deu continuidade ao evento. Era uma feira visitada por milhares de pessoas e em que os artistas do concelho tinham a possibilidade de exporem os seus trabalhos. Lamento que a edilidade tivesse acabado com tal iniciativa. Mas enfim...um povo sem cultura é um povo mais pobre.,. Mas isto sou eu a dizer.

 

 

Lá fora, sob um sol esplendoroso, estava a decorrer o concurso de barcos engalanados e Fernanda Gaspar, Presidente da Junta de Freguesia de Alhos Vedros, juntou-se a nós para esperar o momento solene da entrega dos prémios aos proprietários dos barcos.

A conversa foi interrompida pelo telemóvel do pintor que esperava a notícia de maior significado para si: o nascimento de mais um neto! Jorge Fernandes não vai esquecer esse momento!

E nós também não! Desejamos que o novo cidadão encontre um país melhor. Para isso, é preciso a ajuda de todos e, sobretudo, pessoas com as qualidades do artista que entrevistámos.

 


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