publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 26 Julho , 2012, 10:49

Trovões tremendos, na profundeza da noite, a fazerem tremer o casario. E lá me vêm as inevitáveis imagens de vivências, aqui, na Vila Cova d’outros tempos, era então criança.

 

Ui, que medo das trovoadas! Em especial as mulheres, transidas de medo, rezas variadas e estranhas, tão diferentes do costumeiro rol de orações.

 

Santa Bárbara bendita,

Que nos Céus estais escrita,

Com pena e água benta

Livrai-nos desta tormenta.

 

Nos dias de hoje, já não apuro esses medos. Tudo mais racional, os informes estatísticos são tranquilizadores sobre as muito ínfimas possibilidades de um raio nos flagelar.  

 

Trovoada dissipada, e eis a manhã, linda, de céu azul, a fazer jus a um dia de Verão.

 

Lá ao fundo, na estrada uma moto quatro em escape livre. Que barrulheira medonha e irritante. E aqui não há Santa que nos valha!

 

Nuno Espinal


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