publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 25 Agosto , 2011, 08:50

Nos meus praticamente últimos dez anos de vivência em Vila Cova, depois de me ter escapado a muitos anos de residência em Lisboa, dei-me integrado num mundo muito mais atuante e epidérmico no domínio das relações inter pessoais.

Mas se este quotidiano vilacovense é muito mais rico nas relações pessoais e sociais que, entre uns e outros, vamos a todo o momento estabelecendo e comparticipando, também é verdade (et pour cause) que dele emergem, com visibilidade mais percebível, formas de agir e de estar que não abonam a boa harmonia e paz social que em princípio são desejos óbvios de quem, neste mundo, preza uma passagem o melhor aventurada possível.

Refiro-me, especialmente, à mácula bem portuguesa que é a inveja, a qual usa e abusa da maledicência como veículo preferencial.

A  propósito da inveja vou aqui deixar uma curta alusão que fui espigar de um livro escrito (e recentemente editado) por um jornalista inglês que desde 1986 reside e trabalha em Portugal: Barry Hatton, que escreveu “Os Portugueses” (é este o título do livro), como ele próprio diz “a história moderna de Portugal. O verdadeiro retrato de um povo único, fascinante e contraditório”.

A páginas tantas escreve:

“A inveja cresceu entre aqueles que perderam a fartura – sentimentos que continuam não muito longe de despontar no Portugal moderno. Os portugueses dizem ingenuamente de si mesmos: «Somos um povo invejoso». É uma marca característica de países em que o fosso entre os ricos e os pobres é largo e profundo: as estatísticas mostram que, em Portugal, este golfo é o maior da Europa ocidental. Talvez mais importante do que isso é o facto de não haver grande esperança de o atravessar.”

Concludente!

 

Nuno Espinal


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