publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 19 Fevereiro , 2011, 11:57

 

Texto retirado do Diario de Coimbra de 19/2, com o título “Projecto de mini-hídrica no rio Alva indigna Câmara”

 

(Escrito por Isabel Duarte)   

 

A possibilidade da instalação de uma mini-hídrica entre Rede de Moinhos e Coja, sem que tivesse dado conta dessa situação à Câmara Municipal de Arganil deixou todo o executivo camarário indignado. «À câmara nem sequer enviaram uma carta ou fizeram um telefonema a dar conta dos procedimentos, é uma manifesta falta de respeito para com o papel das autarquias no desenvolvimento do país». «Transmiti isso mesmo à presidente da Administração da Região Hidrográfica do Centro (ARH Centro) e disseram-me que foi tudo feito dentro da legalidade e a autarquia não tinha que ser consultada do ponto de vista legal». Palavras de Ricardo Pereira Alves, presidente da autarquia, na última reunião camarária.

O autarca esclarece que, de facto, «é verdade», mas não deixa de considerar que «mandam as boas práticas de um relacionamento institucional salutar entre diferentes órgãos políticos, que pudesse ter sido dada uma informação sobre este processo». Nesse sentido, o presidente da Câmara Municipal de Arganil entende que a autarquia «deve tomar medidas, no sentido de manifestar a usar discordância face a um investimento que poderá ser prejudicial ao concelho, nomeadamente na sua vertente turística».

Com efeito, Pereira Alves considera «importante reunir imediatamente um conjunto de entidades ligadas ao sector, nomeadamente as empresas que operam no rio Alva, na área da animação turística, a Entidade Regional de Turismo do Centro, o Clube de Caça e Pesca e Juntas de Freguesia da área envolvente desta mini-hídrica, no sentido de construirmos uma plataforma de defesa do rio Alva e dos seus valores». Sublinhou, ainda, que em causa está «um investimento economicista e que não trará grandes proveitos para o concelho».

Miguel Ventura também expressou a sua «insatisfação» relativamente ao «possível avanço para a construção de uma infra-estrutura desta natureza». «Da minha parte e da parte da bancada do PS denunciamos, também, este facto no sentido de discordarmos com este investimento». O vereador socialista declarou ainda que «estamos ao lado da Câmara Municipal na defesa dos interesses do concelho e concordamos com a possibilidade de construir um grupo de pressão que possa, de alguma forma, dar maior visibilidade a um dos principais recursos naturais que temos no nosso concelho». Segundo o vereador independente Rui Silva, «entre a Rede de Moinhos e Coja, o rio Alva tem uma debilidade ambiental muito sensível e crítica, aliás, como em toda a sua extensão» manifestando, também a sua discordância relativamente ao processo de criação de uma nova mini hídrica. O independente, antigo presidente da autarquia, juntou a sua voz à dos restantes elementos da vereação, sugerindo que «seja criado um grupo de pressão, constituído pela sociedade civil e outras entidades, para que se faça uma avaliação constante».

Por último, Avelino Pedroso, vice-presidente da autarquia deixou ainda a sugestão da realização de um fórum, no qual «estivessem presentes estas entidades», onde fosse elaborado «um documento que pudesse ser um factor de pressão relativamente a essa questão».

 


João Silva a 20 de Fevereiro de 2011 às 08:22
EM DEFESA DO ALVA
Este projecto é mais uma prova evidente de que a democracia baseada na dignidade do ser humano, com que foi inspirada a democracia portuguesa, é um ideal, (a juntar a tantos outros) que morreu neste País, cada vez mais amorfo e cinzento. Tudo isto acontece porque os governos que nos "governam," primeiro servem os grandes grupos económicos, depois servem-se a si próprios e só depois governam o povo, com as leis ,impostos, coimas e ouvidos moucos às suas reivindicações.
Quanto ao Alva, as loas que a ele se cantaram e que se encontram espalhadas por por ai, em poemas cuja beleza e romantismo, nos fazem lembrar um Alva livre e límpido , isso já faz parte do passado, e a nós que o olhamos com ar nostálgico, faz cada vez menos sentido.
O seu estado moribundo também se deve em grande parte à incúria e desleixo das Autarquias por onde ele passa e que se servem dele para tudo menos para o manterem vivo.
Apetece-me recorrer a uma frase importada do Alentejo- DEIXEM CORRER O ALVA PORRA!
João Silva

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