publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 26 Abril , 2010, 16:28

Criaram-se expectativas, esperava-se uma “Flor do Alva” melhor. Mas ao nível do que foi apresentado, isso nem na cabeça do mais optimista estaria imaginado.

De facto, o concerto que a “Flor do Alva” ofereceu na Casa do Povo atingiu um patamar qualitativo muitos degraus acima do que, mesmo no seu melhor, se lhe conhecia.

Pode mesmo dizer-se que o que aconteceu na Casa do Povo revela uma Filarmónica, nas várias componentes em que se desdobrou, como a melhor de sempre e, incomparavelmente, a mais habilitada ao espectáculo. De facto, surpreendente. Uma Flor do Alva que deve orgulhar os vilacovenses.

Mas, vamos por partes.

Primeiro, a actuação do Coro Infantil. Momento enternecedor, vozes afinadas, pífaros em acerto total, um leque diversificado de melodias, algumas do cancioneiro russo, de grande beleza e interpretadas eximiamente. Estão na forja futuros músicos da Flor do Alva? É provável que sim. Mas o mais importante é realçar o valor pedagógico e formativo que esta acção da Flor do Alva representa, única na região e que permite às crianças acesso a um meio essencial na sua educação. Daí que venha este reparo. Que se passa com as crianças da freguesia? É que no “Coro Infantil” a grande maioria é provinda de Vila Pouca da Beira. De Vila Cova, Vinhó e Casal de S. João muito pouca adesão. Uma situação incompreensível, em que cabem responsabilidades aos pais.

Segundo momento da tarde: O “Quinteto de Metais”. Com poucos ensaios, os músicos que o compõem mostraram grandes potencialidades, uma cumplicidade que salta à vista, e um grande prazer no trabalho que fazem. Cativaram a assistência, o que ainda mais os realça, tanto mais que a sua sonoridade não é a normal para os ouvidos deste público. A seu tempo iremos desenvolver um apontamento mais detalhado sobre o grupo.

Por fim a “Flor do Alva”. Que soberba interpretação! Que diferença!  Pontuação alta para esta actuação, sem dúvida que aplaudível mesmo para ouvidos já com outra exigência. A “banda” a funcionar como um todo, os diferentes naipes a sustentarem-se em apoio a solistas e ao colectivo orquestral. Há destaques a referir, em especial o grande obreiro desta “revolução”, o Maestro António Simões. Mas, para estes triunfadores e outros protagonismos da tarde iremos reservar um próximo apontamento. Fica para já esta grande evidência. O grande espectáculo que a Flor do Alva nos proporcionou. Em grande! Os nossos efusivos Parabéns!

 

Nuno Espinal

 

 

 


comentários recentes
Pode publicar. Achamos importante que o faça. Obri...
É uma informação muito importante.Espero que não s...
O texto relaciona.se, de facto, com minha tia e ma...
Sim, de facto Maria Espiñal, minha tia, era escrit...
Minha Mãe sempre me disse que a madrinha dela era ...
Uma foto lindíssima.
Olá :)Estão as duas muito bonitas.Ainda bem que a ...
PARABÉNS à nossa FILARMÓNICA!
O post anterior é assinado por mim Nuno Espinal
Não estive presente no jogo e nunca afirmo o que n...
Abril 2010
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3

4
5
6
7
8
9


23



pesquisar neste blog