publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 24 Abril , 2010, 00:55

Vivemos num Estado de direito e de princípios democráticos, que preza e integra constitucionalmente a liberdade, a qual nos deve aceder ao “direito de tudo fazer desde que dentro dos limites da lei”.

Mas se assim deve ser nem sempre assim é.

Na nossa vivência em Sociedade deparamo-nos com constrangimentos forjados da própria condição humana. O Homem, e falo do Homem de “per si”, é fruto da sociabilidade em que foi moldado e de circunstâncias típicas na variabilidade das características da condição humana.

A ânsia e exercício de poder de alguns, com objectivos exclusivos de ganhos pessoais e egoísticos, que pela prática e resultados são consensualmente repreensíveis, conduzem a estratégias de inculcamento do medo, através da ameaça, ainda que, por vezes, velada, indirecta e sub-reptícia, quando perante e como processo de banimento da afronta e do direito à oposição.

Nesta particularidade, a lei, definida como universalista e generalista na sua intenção, parece não poder acudir a muitas das situações em que os direitos se tornam ameaçados.

A acção pelo medo nem sempre é materialmente perceptível, a ponto de ser revertível em acção passível de punição legal.

Os “poderes” estatuídos, transversais em toda a sociedade e em níveis e dimensões variáveis, na política, nas autarquias, em instituições, nas empresas, utilizam esta estratégia como forma de reforço da força arbitrária que dispõem para impor, em exclusivo, a sua lei, a sua vontade.

Compete-nos reagir, não tolerar que o exercício do medo nos impeça de nos afirmarmos, de manifestar ideias, convicções, crenças.

Como dizia alguém, "O que não somos nunca é ovelha - fiel ovelha do Papa, de Sua Majestade o Rei, e de Reizinhos, do Partido, da Convenção Social, dos Códigos da Moral Absoluta, do Batalhão, de tudo o que mata a personalidade das criaturas."

Contra o Medo, pela Nossa Liberdade.

 

 

Nuno Espinal

 


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