publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 04 Março , 2010, 13:04

Comentário recebido no Miradouro, a propósito do texto "Sábado, homenagem ao Dr. Júlio Gouveia":

 

“Não deixando de respeitar o direito de liberdade de expressão e a opinião que todos cabe - preceito de um país democrático e princípio basilar de toda a civilização permita-me que aqui assinale a minha incredulidade com as palavras que li.
Num evento que julgava ter como único intuito o agradecimento de um povo que teve a felicidade um dia, de poder contar com um grande cotação de um Homem de bem, que dedicou grande parte da sua vida à Vida de outros, não consegui depreender, das suas palavras, quem então terá estado menos bem?... O Povo de Vila Cova (por ter tenra idade?...); a Junta de Freguesia de Lavos (por terquerido visitar a "última morada" do Dr. Júlio Gouveia?) ou o próprio Dr. Júlio Gouveia (por ter vivido tambèm em Lavos?)...
Num momento em que quem sentiu e viveu, achou haver lugar a uma express~so de gratidão e soube estar presente, não fará qualquer sentido pensar em acções ou campanhas de sensibilização.

Não estamos num qualquer comicio onde há lugar a angariação de pessoas para fazer número. A homenagem a um Homem que cuidou um povo de alma e coração não pode ser udada como meio de propaganda do que quer que seja. Em altura alguma se ouviram considerações acerca da beleza da vila de Santa Luzia de Lavos - promotora deste evento- que concerteza também terá as suas.

Nesta homenagem merecida, somente há lugar a 2 participantes- o Dr. Júlio Jorge Gouveia de um lado, e um povo grato que neste dia o quis demonstrar, por outro, e que ficou bem evidente- dispensando-se, assim, o protagonismo de terceiros.

Ass:
familares, amigos, pacientes.”

 

Não me vou perder em grandes considerações ao comentário feito à peça sobre a homenagem ao Dr. Júlio Gouveia e que sugere, na parte final do texto, ter a assinatura de “familiares, amigos e pacientes” (esta última tem a sua comicidade) do distinto médico.

Apenas o abordarei em considerações breves e faço-o para que não restem dúvidas sobre o bom nome, acima de tudo, deste Portal (Miradouro) e da Instituição que o promove.

 

Começa o comentarista por se mostrar um defensor do direito de liberdade de expressão a propósito de não se sabe de quê. Por admitir a minha liberdade (como coordenador e director) de escrever no Miradouro? Sobre essa liberdade o anónimo comentarista nada tem a ver. Essa liberdade está obviamente sempre garantida a quem tem a responsabilidade editorial deste Portal. O que o anónimo comentarista poderá agora considerar é o respeito pela liberdade de expressão que o Miradouro lhe consagra ao publicar o texto pseudo-crítico que nos enviou.

 

Mas deixemos este pormenor quase só académico e passemos ao que de mais importante (para alguns até sem importância) no comentário está exposto.

 

Merece-me o maior respeito e consideração a figura do Dr. Júlio Gouveia, pessoa que não conheci pessoalmente, mas que ultimamente, por via da homenagem, fiquei inteirado do prestígio e estima que granjeou junto dos lavenses, a quem deu tributos que atestam a sua elevação moral e humana. Sobre isto ponto final e nada de interpretações erróneas. O que pretendi dizer no texto e fi-lo, julgo eu, explicitamente, foi sobre a razão da quase nula adesão de vilacovenses nesta homenagem realizada em Vila Cova e, de resto, prestada a um vilacovense de naturalidade. Análise pouco realista e inconsistente a minha? Isso é outra questão, mas não é sobre estas premissas que o comentarista zurze a sua crítica.

 

Nada me move contra o facto de o Dr. Júlio Gouveia ter Lavos e o seu povo no coração (segundo as palavras que ouvi de um lavense). Mal seria que assim fosse, já que os sentimentos pessoais de cada um a cada um devem dizer respeito e furtam-se a quaisquer considerações racionais. Eu próprio nasci nos Açores, mas a minha maior ligação afectiva em termos de “lugares geográficos” prende-se a Vila Cova e Coimbra. O que não significa que não estime a minha terra natal (cidade da Horta) tal como o Dr. Júlio Gouveia estimaria a sua terra natal -  Vila Cova.  

 

Ainda aproveitando as referências de um lavense que comigo falou, ele próprio lamentava que de Vila Cova pouca gente estivesse presente e regozijava-se (e bem) de Lavos ter correspondido com muita gente a esta homenagem. É que afinal a quantidade (que disparate essa do comício!) ajuda a criar a ideia de qualidade e a homenagem ao Dr. Júlip Gouveia foi bem merecedora dessa qualidade.

 

Sobre as belezas naturais de Lavos, claro que as terá e devem ser muitas, a avaliar pelas palavras do comentarista e de outros testemunhos que pude recolher. Mas, a visita foi feita a Vila Cova e foi sobre a oportunidade de os visitantes de Lavos as puderem ter apreciado que se falou.

 

No final do seu texto o comentarista refere e passa-se a citar:

 

Nesta homenagem merecida, somente há lugar a 2 participantes - o Dr. Júlio Jorge Gouveia de um lado, e um povo grato que neste dia o quis demonstrar, por outro, e que ficou bem evidente, dispensando-se, assim, o protagonismo de terceiros.

 

Frase pouco elegante e que não corresponde aos sentimentos do Povo de Lavos, estou em crer, nem das Instituições de Vila Cova – Igreja, Junta de Freguesia, Santa Casa da Misericórdia e Filarmónica Flor do Alva, as quais participaram na homenagem e sentem-se honradas por tal.

Por fim uma última nota. O comentário vem assinado em nome de familiares, amigos e pacientes. Pelo menos um familiar muito próximo, senão o mais próximo, desconhece em absoluto o comentário. Curioso! Outro pormenor: o texto é escrito na primeira pessoa do singular e no fim assinado por uma pretensa imensidade de gente. Mais curioso ainda!

 

Nuno Espinal

 

 


Vera Cristina Fonseca a 4 de Março de 2010 às 13:49
Não encontro na notícia publicada no Miradouro, sobre a homenagem ao Dr. Júlio Gouveia, o que quer que seja de ofensivo para com a memória desse ilustre Vilacovense, que, ao invés da generalidade dos dias de hoje, se dedicou de alma e coração a minorar as dores alheias das gentes de Lavos. Que, muito merecidamente, lhe tributam homenagens e não se poupam a manifestar-lhe o seu enorme apreço. Estão portanto reconhecidos ao seu altruísmo e, mal seria se assim não fizessem. Se houve protagonismos foi decerto da parte de quem se insurge contra essa notícia, na qual, repito, nada há que ofenda a memória do Dr. Júlio Gouveia. Só peço ao Dr. Nuno que não se deixe abater por situações deste género e continue a fazer deste Miradouro um ponto de encontro entre os Vilacovenses espalhados pelo país e não só. Não é fácil manter este potal, preocupando-se dia a dia, com aquilo que há-de publicar para o manter vivo. Ignore as críticas que têm como finalidade manchar o seu trabalho em prol de Vila Cova. Os Vilacovenses ficar-lhe-ão sempre reconhecidos.

Anónimo a 4 de Março de 2010 às 14:56
Em primeiro lugar quero felicitá-lo pela resposta dada ao
comentário, que, para mim ou qualquer outro leitor atento, é anónimo, o que é triste, senão cobardia, não se dar a cara para discordar de atitudes ou factos. Por outro lado terá que vacinar-se, se já não o fez, pois, situações destas já aconteceram e vão continuar a acontecer infelizmente.
Um abraço Dr. Nuno
Abilio Pereira

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