publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 22 Novembro , 2009, 12:07

De quando em quando encontro-me com um amigo meu, cidadão alemão, que vem frequentemente a Portugal, em estadia relacionada com afazeres profissionais. Conhecemo-nos quando dirigentes sindicais num encontro em Frankfourt, já lá vão uns vinte anos.

Nas tertúlias por ele suscitadas, nestas suas breves permanências em Lisboa, reunimo-nos uns cinco ou seis, em torno de uma mesa posta e composta por iguarias muito portuguesas (ele disso faz questão), com o aprazimento que temos por um bom convívio, sublimado por um bom petisco e um bom vinho português.

As conversas passam invariavelmente pela política.  O Aldric, amante como é de Portugal e casado com uma portuguesa, fala com facilidade a nossa língua e tem um razoável conhecimento da nossa actualidade quotidiana. Ora, uma dessas conversas referia-se a um dos tipismos, segundo o seu entendimento, do povo português. A opinião pública portuguesa, referia ele, só se preocupa em discutir o caso da Casa Pia, a licenciatura de Sócrates, o Freeport, agora o caso da “Face Oculta”, etc. “OK”, dizia-nos, podem ser questões com alguma importância, mas não são porventura as mais importantes. E a crise e o desemprego em Portugal? E a Sida, sendo que Portugal é um país dos mais afectados da Europa? E a Segurança Social? E os impostos? Muitas outras questões o Aldric foi formulando perante a total aquiescência dos restantes convivas. Ou seja, continuava o Aldric, discutem-se coisas menos imperantes nos quotidianos, por vezes até marginais, e ignora-se o essencial.

Mutatis mutandis, encurtemos o espaço objecto de análise e dimensionemo-lo ao próprio “Miradouro”. Veja-se o caso dos “maestros”. Que verdadeiro “realty show”! Entretanto, quantas questões, essas sim, importantes (julgo eu) suscitadas pelo Miradouro e quanto a comentários nem vê-los.

Frustrante, para mim? Acreditem que não. Há sempre bóias a que nos agarramos. Por exemplo, os poucos comentários que entretanto me chegaram são sempre um bom antídoto. Obrigado por eles.

 

Nuno Espinal  

 

 


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