publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 29 Setembro , 2009, 03:11

Supõe-se que qualquer campanha eleitoral deva ser dedicada ao esclarecimento. Esta última, a das legislativas, como tem sido habitual, não o foi ou pouco foi.

O substancial não foi discutido, o essencial não foi aflorado.

O que foi apregoado foi-o na mera lógica da captação de votos. 

Ora, assim sendo, as principais questões com que nos vamos debater no imediato foram praticamente ignoradas. Falou-se quase só de casos e factos passados, com o intento de denegrir quem teve o ónus de criar e aplicar medidas.

Terminado o acto eleitoral, agora, a conversa já é outra. Sabe-se que vêm aí tempos difíceis. Os economistas já auguram dias complicados.

E os perdedores do plebiscito eleitoral (que se proclamaram vencedores) já esfregam as mãos de contentes. Já falam em calamidade económica com o ar circunspecto de quem manifesta grande inquietação. Um ar de inquietação que não é mais do que um simples artifício, uma total falsidade. É que vai ser com as desditas dos portugueses que vão poder engordar os votos dos partidos que representam. 

Ora, todo este processo, que se arrasta há anos, cria desconfiança, descrença. Surge daí, em consequência, o desligamento, a apatia dos que em princípio deverão ter o dever de participar, de votar. Eis, assim, uma das explicações de um crescente distanciamento, da crescente abstenção.

As eleições autárquicas, contudo, já têm outra lógica. A proximidade e o conhecimento das questões e dos protagonistas que se plebiscitam são outras, dão-nos um sentimento de algo a que pertencemos e que nos pertence, de algo que nos é do quotidiano e que conhecemos.

Aqui já fenece qualquer razão (se é que alguma vez a podemos considerar) que nos possa justificar a renúncia do nosso dever como eleitores. 

 

Nuno Espinal

 


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