publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 26 Agosto , 2009, 15:32

Patuscada, para mim, é palavra do “vilacovês”. Porque a palavra só tem sentido no meu imaginável “vilacovês”. E entenda-se aqui “vilacovês” como língua própria, idioma próprio. Noutras paragens ou com outras gentes, que não vilacovenses, a palavra, quando empregue, com intenção significante, quase se torna sacrílega. Chamem-lhe o que quiserem: almoçarada, jantarada, pândega, farra, banquete, o que quiserem. Mas nunca patuscada. Porque patuscada, para mim, há só uma, a de Vila Cova e mais nenhuma.

Adquiria-a, no meu léxico, aí por meados de cinquenta, era criança, quase jovem. Adquiria-a por vivência do acto a que a palavra se remete no seu significado. Ou seja: reunião da “Malta de Vila Cova, quase sempre no mês de Agosto, para saborear um petisco e confraternizar”.

Ora, antes, patuscada que se prezasse, metia discurso, com oradores afamados, tendo sobressaído, nos anos cinquenta e sessenta, na arte de oratória, um tal Sr. António Leitão. Que portento de discursos! Várias vezes interrompidos por vibrantes “apoiados”, ao jeito de “olés”.

Hoje, discursos, nem tanto. Come-se, bebe-se, contam-se umas piadolas, tanto mais risadas quanto o efeito etílico cresce.

Contudo, mantém-se o sequencial de actos que define a patuscada em Vila Cova. Tudo em abono ao rigor e ao preceito: consolidada a ideia, segue-se a escolha de convivas, a escolha do mestre culinário, a escolha de ementa e por aí fora, até ao supremo acto dos actos que é o repasto.

Mestres Culinários em Vila Cova houve-os e há-os consagrados. Dos contemporâneos destaco dois: Mestre Arménio Pereira e Mestre António Gabriel de Almeida (Toneca).  Divinais os resultados da sua arte. Verdadeiros nobres no engenho culinário. Para os dois, pelos méritos, as minhas respeitosas vénias, mau grado o colesterol que, pela gula provocada, já me causaram.

 

Nuno Espinal

 

 


Anónimo a 2 de Setembro de 2009 às 14:20
É uma vergonha, poucas pessoas podem estragar a paz da aldeia. Dois ou três Quad, uma moto de motocross e um punhado de proprietários de cães que permitem que seus cães a ladrar o dia todo e à noite.
Os aldeões devem impedi-los.

Anónimo a 9 de Setembro de 2009 às 16:20
este comentário ate da vontade de rir gostava que este anónimo me explica-se como e que se pode fazer para os cães deixarem de ladrar!!!!!! se calhar este anónimo fala com eles , então eles que se entendam

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