publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 19 Maio , 2009, 02:13

 

Disse Philippe Ariès: “Aquilo que verdadeiramente é mórbido não é falar da morte, mas nada dizer acerca dela, como hoje sucede. Ninguém está tão neurótico como aquele que considera ser neurótico decidir-se a pensar sobre o seu próprio fim.”
“Esquecer-se da morte e dos mortos é prestar um péssimo serviço à vida e aos vivos.”
De facto, a morte é um tabu. Evitamos a sua abordagem, angustiamo-nos só com a sua mera ideia. Contudo, é-nos a todos fatal, é-nos, no destino, o nosso último tempo, o último tempo de cada um. Assim, nada adianta não a admitir e equacionar. A morte é a coisa mais segura e firme que a vida inventou até agora, disse alguém.
É nesta filosofia de vida que saudamos a existência em Vila Cova de “serviços fúnebres” criados recentemente pela iniciativa do Sr. José Raimundo. Trata-se da "Funerária do Alva".
E por aqui me fico. Por mais que racionalize a dissertação sobre a morte lá me estou a sentir tolhido na liberdade de a explanar. E então não é que lhe estou mesmo a fazer figas?!
 
Nuno Espinal

 

 


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