publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 01 Agosto , 2008, 01:47

 

Torga um dia, num dos seus diários, escreveria: “Coimbra, 17 de Janeiro de 1939 – Nada”.
 
Mas, Torga é Torga e a expressão, no contexto dos escritos dos Diários, sublima-se, ganha uma dimensão que leva a divagar, a fantasiar, a transmudá-la até no seu próprio antónimo.
 
A mim, hoje, já sem atinar com assunto para o “Miradouro”, senti-me tentado a escrever: “Vila Cova, 31 de Julho de 2008 - Nada”. 
 
Mas que vazio, que sensaboria! Era forçoso algo, quanto mais não fosse uma simples imagem, uma imagem com algum sentido. “Nada”, assim dito e por quem dito era mesmo nada, um total vazio. Foi então que me surgiu uma imagem, uma simples imagem no Chafariz de S. Sebastião.
 
-Mas, essa imagem é repetida, já foi publicada, há quem diga.
 
Atenção, há um pequeno (grande) detalhe. Agora são quatro as senhoras, não duas.
 
E bastaria uma mais para a diferença já significar “Tudo”.
 
 
 
Nuno Espinal

 


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