publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 19 Fevereiro , 2007, 22:00


 

Como em todas as Terras
A língua é do piorio
Mesmo longe de pensar
Estamos nus e por um fio

Vender a madeira a metro
À tonelada ou a olho
Dá mais que para o petróleo
E ainda sobra para o repolho

A vizinha é bondosa
E de muita opinião
Mas por causa das limpezas
Espetou com a mãe no chão

Agora coxa, coitada
Faz ronha e não faz cheta
A filha desesperada
Diz-lhe que é tudo treta

O marido foi operado
Agora diz que é doente
Com tanto entrevado em casa
Esta anda descontente

O merceeiro em Vinhó
Vive todo empoleirado
Pois da janela do quarto
Deixou-se caçar, coitado

Há quem chame cara linda
A toda a mulher que passa
Algumas como o não são
Acham que é pura chalaça

Por isso há que ter tento
Na língua e no bom gosto
A beleza não é eterna
Não vá haver um desgosto

De tão bem parecido ser
É sempre elogiado
Gosta da pinga a valer
Merece ser bem tratado

Diabo, mas só de alcunha
Pois é bom trabalhador
Por isso todos o acham
Grandessíssimo estupor

Trabalhava como um escravo
De manhã à luz da lua
Mas certo dia o caseiro
Pôs-lhe as alfaias na rua

Se está a fazer obras
È preciso iluminar
Mas pode esperar sentado
Até o Hugo chegar


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