publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 22 Setembro , 2020, 02:58

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Foi o primeiro treino, mas já deu para tirar bons apontamentos. Porque o treinador, Gonçalo de seu nome e natural de Pomares, percebe-se de imediato que tem “Escola”.

Vindo do “Coja”, onde deu provas da sua competência, promete com o Vilacovense.

Neste primeiro treino os jogadores foram sujeitos a exercícios de endurance física e de performance técnica e tática.

Boas expetativas, que despontam deste treino. Assim os jogadores correspondam.

Mas, o Vilacovense é toda uma estrutura que tem na Direção um pilar importante. Vimos o afã dos dirigentes, desde o Presidente, José Raimundo, a todos os restantes membros, em trabalhos que dedicam em melhorias de todo o complexo desportivo.

O início do campeonato do Inatel ainda está sem data marcada. Mas, quando começar o Vilacovense estará preparado para dar boa réplica.

Tudo se conjuga para tal, num elo, em que treinador, jogadores, staff de apoio, e dirigentes dão garantias de entrega e dedicação.

 

Nuno Espinal

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publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 18 Setembro , 2020, 01:20

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Publicamos uma cativante lenda sobre o nosso Rio Alva, que recolhemos do livro "Lendas Portuguesas", com textos de Fernanda Frazão:

A Raiva do Alva

Havia em Pombeiro da Beira uma velha história sobre uma disputa entre três rios portugueses, nascidos na Estrela: o Mondego, o Alva e o Zêzere. Nascidos da mesma mãe, viviam os três irmãos, serpenteando pelas vertentes, tranquilos e alegres, amigos e companheiros. Passavam os seu dias mirando-se cada um na limpidez das águas dos outros, e jogando às escondidas nas gargantas, furnas e sorvedouros da gigantesca mãe.

Certa tarde, porém, pela noitinha, envolveram-se em azeda discussão, ao que parece motivada por arrogâncias de valentias. Trovejaram rivalidades e prometeram-se romper as prisões de infância, acabando por desafiar-se para uma corrida cuja meta seria o corpo enormíssimo do mar: o primeiro que lá esbarrasse seria o melhor de todos os três.

Qual deles descobriria melhor o caminho? Qual conseguiria desenvolver maior barulho e força? Qual, dos três, seria o primeiro a oferecer as suas doces águas às salgadas águas do mar? Era o que iria ver-se!

O Mondego, astuto, forte e madrugador, levantou-se cedo e começou a correr brandamente para não fazer barulho. E sem levantar suspeita foi escorrendo desde as vizinhanças da Guarda, pelos territórios de Celorico, Gouveia, Manteigas, Canas de Senhorim. Na Raiva, onde os primos vieram cumprimentá-lo, robusteceu-se com eles e dali partiu na direção de Coimbra, depois de ter atravessado ofegante as duas Beiras.

O Zêzere, porém, estava alerta e ao mesmo tempo que o Mondego o fez, começou a mover-se oculto no seu leito de penhascos, enquanto pôde.  Foi direito a Manteigas, onde perdeu de vista o irmão. Passou também perto da Guarda, desceu correndo até ao Fundão e, de repente, desnorteou, obliquando para Pedrógão Grande. Quando deu por si, no meio daquela louca correria, tinha atravessado três regiões e estava ainda em Constância. Aí, cansado e desesperado, vendo-se perdido e sem hipótese de alcançar o mar, abraçou o Tejo e e ofereceu-lhe as suas águas.

O Alva, poeta sonhador, entreteve a sua noite contemplando as estrelas. Adormeceu por fim, placidamente, confiado no seu génio, e quando acordou estremunhado, era manhã alta. Olhou em sua volta e viu os irmãos correndo por lonjuras a perder de vista. Que fazer agora? Que imprevidente fora! Mas… remediar-se-ia o desastre! E o Alva atirou consigo de roldão pelos campos fora, rasgou furiosamente montanhas e rochedos, galgou despenhadeiros, bradou vinganças temerosas. E quando julgou estar a dois passos do triunfo… foi esbarrar com o Mondego, que há horas já lá ia, campo de Coimbra fora, em cata da Figueira, onde se lançaria no seio maternal do oceano, ganhando assim a tão discutida corrida.

O Alva esbravejou e com a sua furiosa zanga atirou-se ao irmão, a ver se o lançava fora do leito. Quando se sentiu impotente ante a serenidade majestosa do outro, espumou de raiva. E o Mondego rindo, engoliu-o de um trago.

Ao memorável local de encontro, a foz do Alva, passaram as gentes a chamar-lhe Raiva, em memória deste caso «tremebundo».

 
 
 

publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 14 Setembro , 2020, 23:28

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A Festa, a da Nossa Padroeira, tem uma data que a tradição impunha: dia 8 de setembro. Contudo, a comunidade tem aceitado alterações nas datas de comemoração das suas efemérides. E isto por uma só razão. O antigo mundo de trabalho agrícola, que empregava a quase 100% o universo de trabalhadores na nossa aldeia, desapareceu por completo, passando os trabalhadores a assalariados ou com atividade por conta própria, em setores que não o agrícola.

Por exigências de horário laboral a Festa de 8 de setembro passou a cumprir-se aos domingos em data posterior a 8 ou, nesta data, quando ela coincida com um domingo.

Eis a razão que ditou que a festa fosse comemorada ontem, domingo, dia 13 de setembro.

E com mais uma alteração, este ano, esta muito circunstancial, devido à pandemia que assola o mundo inteiro: não houve Procissão, que faz percorrer o andor de Nossa Senhora da Natividade pela Vila inteira.

E outra alteração mais, ainda pelo mesmo motivo: a Missa foi ao ar livre, no Adro da Igreja, por razões de maior segurança sanitária.

Missa cantada acompanhada pelo Grupo da própria Igreja.

 

Bruno Santos

 

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publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 12 Setembro , 2020, 22:11

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Por gentileza do meu amigo, Professor Manuel Fernandes, foi-me dado ao conhecimento as Bodas de Ouro do casal Manuel Carlos Neves Ribeiro (Renato), e Maria Estar Lopes da Silva.

Faz hoje 50 anos que casaram na Capela de Vinhó e foram celebrantes da cerimónia religiosa do matrimónio o saudoso Padre Januário Lourenço dos Santos e o próprio Professor Manuel Fernandes, primo do casal.

Deste casamento resultaram dois filhos, Ana Cristina e Manuel António que estão a celebrar com os pais esta tão significativa comemoração.

Aos “noivos”, em nome de toda a equipa do Miradouro, os nossos muito calorosos Parabéns.

 

Nuno Espinal

 

publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 10 Setembro , 2020, 12:33

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A celebração do Dia do Município, neste ano de 2020, não foi tão pacífica quanto é habitual.

A razão de uma turbulência vivida, em especial na Assembleia Municipal, em que foram votadas as medalhas a atribuir, na cerimónia desta celebração, deve-se ao facto de o Grupo de Deputados do PSD ter vetado a atribuição de uma medalha ao Coronel Rubén de Domingos, considerado como um Capitão de Abril, medalha proposta pelo Grupo de vereadores do PS.

A turbulência criada veio a refletir-se na cerimónia de atribuição de medalhas, com a ausência dos principais dirigentes do Partido Socialista no Concelho.

À parte este episódio, a cerimónia, acontecida dia 7, decorreu com toda a normalidade, com uma banda filarmónica formada por 28 músicos, distribuídos igualmente pelas 4 Bandas do Concelho, a interpretarem, no início da cerimónia, perante a Mesa presidida pela Ministra Ana Abrunhosa, o Hino Nacional, Me saem que constavam, entre outros, o Presidente do Município, Dr. Luís Paulo Costa e o Presidente da Assembleia Geral, Engenheiro Ricardo Pereira Alves.

Na cerimónia, os habituais discursos de circunstância, com destaque para o da Ministra da Coesão Territorial, Professora Doutora Ana Abrunhosa e isto por um motivo especial: a Professora citou a certa altura a excelência do Bucho de Vila Cova, como um dos grandes expoentes da gastronomia e da projeção arganilense.

Lamentamos que, neste momento, a produção de Bucho esteja sem atividade em Vila Cova. A Santa Casa de Misericórdia tentou a sua reativação, mas o preço de toda a estrutura a montar foi insustentável, por agora, para os cofres da Instituição, pelo a intenção terá de ser adiada para momento mais propício.

Retomando a celebração Dia de Arganil, realce-se a entrega da Medalha de Mérito em Prata Dourada à Filarmónica, recebida por um membro do Conselho Fiscal, Cristina Ribeiro. Foram ainda agraciadas a Filarmónica Barrilense, com a medalha da mesma categoria que a nossa e a Filarmónica Progresso Pátria Nova de Coja, com a Medalha do Concelho de Arganil em Ouro.

Registe-se a entrega da Medalha de Mérito em Prata Dourada à “Paula Inês Moreira Dinis, Lda.” com farmácias em Coja e Avô.

A Artistas do Concelho foram entregues as Medalha de Mérito em Prata aos músicos Laurent Filipe e Fernando Pereira e ao pintor Mário Vitória.

A cerimónia terminou com o toque de duas peças pela Banda Mista do Concelho.

 

Nuno Espinal

 

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publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 07 Setembro , 2020, 21:52

 

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A referência generalizada como era conhecido não continha a projeção pejorativa que a palavra em si contém. Bem pelo contrário. “Turra” continha, no seu caso, uma designação de afeto, que tão bem colava ao sorriso que expressava em cada saudação que fazia.

Chamava-se Vitor Manuel Almeida Carvalho e faleceu ontem dia 6, tendo hoje ido a enterrar.

Ainda que nascido em Coja, residia há bastantes anos em Vila Cova.

Homem afável, vítima de uma doença, de há anos, que lhe tolheu a comunicação oral, recorria à comunicação gestual, que lhe evidenciava um largo movimento de braço e mão, com que nos dizia “olá”.

Homem bom, vai-nos deixar as saudades do seu tão amável e doce “olá”.

 

Apresentamos à Família as nossas sentidas condolências.

 

 

publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 03 Setembro , 2020, 00:26

Em resposta ao comunicado da Direção da Flor do Alva, o Vice Presidente desta Instituição enviou-nos para publicação o seguinte texto:

 

Ao tomar conhecimento do comunicado publicado na pagina do facebook da Sociedade Filarmônica Flor do Alva, assinada como a Filarmônica quando deveria estar assinada pela Senhora Presidente, compre- me o direito como visado no respetivo comunicado e enquanto Vice Presidente desta instituição repor a verdade e esclarecer os associados, maestro, executantes e sobre tudo os Vilacovenses do exposto no comunicado.
 
- Tendo ao longo dos anos participado activamente e desiteresadamente nas instituições de Vila Cova de Alva, admito que possa ter procedido de forma apressada no contacto com a Sociedade de Recreio Filarmonica Avoense, não posso no entanto deixar de referir perante os associados e acima de tudo os Vilacovenses de que esta situação surgiu no seguimento do seguinte:
 
- contacto feito com a Sociedade de Recreio Filarmonica Avoense e enquanto executante da mesma para se deslocar a Vila Cova de Alva para cantar uma missa sem nunca referir a data.
 
Relembrar que enquanto Vice Presidente da Sociedade Filarmônica Flor do Alva fui o primeiro a solicitar perante os restantes membros diretivos que mesmo a banda não ter festividades neste momento é  imprescindível que a mesma retome a sua actividade (ensaios) o que desde Março não acontece sendo eu constantemente contrariado nesse sentido mesmo referindo que todas as outras filarmônicas se encontram já em actividade.
 
Interrogo:
Não havendo estes ensaios desde o mês atrás citado encontra-se a Filarmônica em condições de poder realizar esta missa ou a participação no Feriado Municipal como se pretende fazer?
 
Sendo ainda referido no comunicado que o Senhor Pároco informou a direção da Flor do Alva de que eu tinha dito que a banda não se encontrava em condições de poder cantar a missa, lamento que tal afirmação não corresponda de todo a verdade embora mesmo não o tenho dito volto a referir de que lamento que sem ensaios é de todo impossível realizar festas com a dignidade que merecem.
 
Porque não posso concordar com tal comunicado e porque não é este o rumo que a Flor do Alva deve seguir, apresentarei ao Presidente da Assembleia Geral a minha demissão do cargo diretivo que ocupo.
 
Assim, e em nome da Verdade perante os Vilacovenses volto a referir de que como Vice Presidente não poderei aceitar esta inatividade da banda em prol do seu prestígio, dignidade em respeito pelos seus 102 anos de História.
 
Bruno Alexandre Pinto dos Santos 
Sócio N° 146
 

publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 02 Setembro , 2020, 19:25

COMUNICADO

 

 

 

A Sociedade Filarmónica Flor do Alva, informa todos os seus associados e amigos, que após conversa com o Pároco sobre a festa da Padroeira, N. Sra. da Natividade, que se realizará em Setembro de 2020, a Fábrica da Igreja é que fará a festa religiosa com as devidas regras de distanciamento.

Mais nos informou, que tendo solicitado ao Vice-Presidente da Filarmónica a disponibilidade desta, para a realização da missa, este comunicou que “a banda não está preparada para fazer a missa”.

Não tendo a Flor do Alva sido contactada, e após conversa com o Vice-Presidente, somos informados que a missa da Festa da Sra. da Natividade 2020 será feita pela Filarmónica Avoense, uma vez que ele quer fazer cumprir uma PROMESSA feita há dois anos, tendo o Pároco e alguns elementos da Fábrica da Igreja concordado.

Fica, assim, exposto o motivo pelo qual a Sociedade Filarmónica Flor do Alva não irá participar pela primeira vez em 102 anos num evento religioso em Vila Cova de Alva. 

Agradecemos a compreensão de todos e a Flor do Alva, mesmo estando sentida com tal atitude do Vice-Presidente, estará sempre disponível e de braços abertos para receber todos e quaisquer eventos da localidade.

 

                                  

 

                                   Vila Cova do Alva, 02 de Setembro de 2020

                                                           A Filarmónica

 

 

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