publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 31 Maio , 2020, 23:33

Há um caso de Covid 19 em Vila Cova, de um Vilacovense que contraiu a doença, ainda que na condição de assintomático, na sua atividade profissional na Área Metropolitana de Lisboa.

Este Vilacovense encontrava-se em Vila Cova, onde cumpre agora o seu forçado isolamento, em casa de familiar, quando soube que estava infetado.

Os familiares e pessoas que com ele tiveram contactos próximos foram sujeitos ao teste da zaragatoa, tendo todos acusado resultados negativos.

A situação está aparentemente controlada, ainda que se alertem uma vez mais os Vilacovenses, no sentido de não abrandarem nos cuidados profiláticos, que têm sido aconselhados pelas autoridades competentes.

 

Nuo Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 28 Maio , 2020, 15:13

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Há um certo amorfismo e apatia na reação dos vilacovenses quanto a ações em proveito da sua própria “terra”. Um ou outro lampejo ocasional de realizações, em prol da aldeia, não refutam esta ideia.

Prenuncia-se até uma certa irreversibilidade deste estado anímico, porque não se vislumbram sinais de um número significativo de vontades reagentes. Veja-se a dificuldade crescente, de ano para ano, na elaboração de listas candidatas a Órgãos Sociais das Instituições.  

Mas, ainda assim, há um sentir a “terra”, um sentir a sua Vila Cova que, sem chauvinismos, é demonstrativo de uma identidade, de um apego à tradição, que muito se manifesta em atos religiosos.

Em outra vertente é a “Flor do Alva” que suscita a grande ligação emocional dos vilacovenses à sua Vila Cova.

Atente-se na atitude, que é uma tradição, dos vilacovenses sempre que a Filarmónica passa em arruada: saúdam-na de pé, num ato reverencial de grande significado.  

A Flor do Alva é a menina bonita, a grande bandeira de Vila Cova para os vilacovenses.  

Ora, o espetro do fim da banda é uma realidade. E já o é há tempos. Temida pelos vilacovenses, esta eventualidade para não se concretizar, embora sem garantia absoluta, implica da parte dirigente da Filarmónica um forte empenhamento na captação, manutenção de músicos e na gestão dos recursos financeiros.

Apesar das dificuldades, tem a atual Direção da Filarmónica superado adversidades, mantendo um apreciável número de filarmónicos e, com muito trabalho e dedicação, amealhado euros que, adicionados a outras receitas, têm proporcionado uma situação financeira confortável.

Só que, o inesperado Codiv-19 revirou a situação de estabilidade. Sem receitas, sem contratos para atuações, com despesas a permanecerem, a Sociedade Filarmónica Flor do Alva passa por um momento de crise.

Mas emerge aqui a pessoa de Margarida Fernandes. Lutadora, dedicada, empenhada, a Presidente da Direção da Flor do Alva não vira costas ao combate que o atual momento de crise reclama. Para já, ao que disse, parece assegurada a continuidade dos filarmónicos, “que já há algum tempo não se reúnem, por falta de ensaios e atuações.” Quanto às finanças, segundo Margarida Fernandes, “as coisas podem vir a complicar-se, porque as receitas estão, naquilo que é o seu maior recurso, dependentes dos contratos referentes às presenças em festas no verão e de serviços de restauração nas festas organizadas pela União de Freguesias. E as despesas continuam, tanto as normais, como as que são especiais. Das especiais cito esta, como exemplo: as despesas do novo fardamento, encomendado antes da crise do corona vírus.”

E se o vírus persistir e as condições que geram receitas prosseguirem inalteradas?

O espírito lutador de Margarida Fernandes sobressai, fazendo jus à sua excecionalidade na notória ausência de afã regionalista, de entre os vilacovenses.

“Não vamos permitir que a Flor do Alva sucumba à crise provocada pelo vírus. Outros argumentos hão de ser postos em prática. Vamos vencer!”

 

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 25 Maio , 2020, 02:59

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O concelho de Arganil, a nível de praias, foi premiado com três bandeiras azuis, nomeadamente no Piódão, em Secarias e em Coja.

Uma boa notícia para os que vão escolher Vila Cova como destino nos meses de verão.

Claro, pela proximidade e qualidade das suas estruturas, Coja será para os vilacovenses, de entre as três, uma alternativa de preferência.

Mas, há ainda a pitoresca praia de Avô, também com bandeira azul.

Contudo, atenção: todas estas praias serão secundárias relativamente à nossa praia de Vila Cova.

E porquê?

Porque, mesmo sendo a mais modesta, a de Vila Cova sempre é a nossa.

 

Nuno Espinal

 

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 23 Maio , 2020, 03:06

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Houve quem conjeturasse o fim do Vilacovense, a curto prazo. Mas, quem o fez enganou-se redondamente.

O Vilacovense está bem vivo e vai emergir com pujança, a afiançar um longo futuro, um futuro consistente.

Senão, vejamos:

Desconhece-se quando se iniciará o “Inatel de Futebol”.

Mas, quando tal acontecer, o Vilacovense afirmará que a sua identidade não se circunscreve ao que, exclusivamente, ocorre dentro das quatro linhas.

A alma do Vilacovense está principalmente nos seus adeptos, nos seus associados, do que eles sentem, do clube, na representatividade da sua terra, da sua Vila Cova, diz-nos o Presidente da Instituição, José Raimundo.

E continua: Mas, também devemos ter a maior consideração por adeptos nossos da Digueifel, de Anceriz, de Vinhó e Casal de S. João que tantas vezes vêm ao nosso campo e apoiam a nossa equipa.

As palavras de José Raimundo são como um prólogo a uma evidente realidade. De facto, o campo João de Abranches Figueiredo é um espaço que reúne gente de várias localidades que ali se juntam e, para além da eventual vibração que do jogo emerge, estão ali muito pelo convívio, pela conversa, pela amizade.

Raimundo comunga deste raciocínio e, por isso mesmo, é com grande entusiasmo que refere: os sócios, os adeptos, todos os amigos que nos visitam quando há jogos, merecem a nossa maior consideração. Por isso, o investimento deliberado pela Direção vai todo para lhes proporcionar, no nosso campo, um maior conforto. Daí que tenhamos vedado toda a área de que o Vilacovense é proprietário, a fim dos que nos visitam sentirem mais o espaço. Construímos uma bancada, que será coberta, e que naturalmente privilegiará os associados, com a ideia de que no futuro possamos investir em mais lugares de bancada. Criámos uma churrasqueira para que os nossos sócios dela possam usufruir sempre que o quiserem para um convívio com familiares e amigos. Aumentámos o nosso edifício com uma sala para reuniões da Direção e convívio de jogadores depois dos jogos, seguindo uma tradição típica do Vilacovense.

E o futebol? Em que situação é que estamos?

José Raimundo responde: temos 17 jogadores e treinador já assegurados. Mais 2 ou 3 jogadores e temos o plantel fechado. Mas, nada prometemos relativamente a vitórias. O importante é existirmos. E essa é para já a maior vitória.

 

Nuno Espinal

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publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 17 Maio , 2020, 04:31

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Mantenho o procedimento que me confina à permanência em casa, ainda que uma ou outra saída, justificável, me liberte das amarras que já o são pelo tempo prolongado em que as nossas liberdades têm estado cerceadas.

Mas, a fortiore, aceite-se o confinamento, ainda que circunstâncias o graduem em melhor ou em pior, no que dele a cada um cabe.

E mal, muito mal mesmo, dos que, além do confinamento, são ou foram flagelados por graves problemas económicos, em que a falta de dinheiro lhes trouxe a fome e, mais grave ainda, a filhos, também, quando existem.

Por isso considero-me um privilegiado.

E mais privilegiado ainda quando, da varanda de minha casa, abrigo do meu confinamento, em Vila Cova, sou distinguido com um dia que me sorri, cheio de luz e de cor, a justificar uma Primavera que teimava num confinamento de dias cinzentos e chuvosos.

Resmungar, eu? Perante muitos, com que fundamento?

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 14 Maio , 2020, 22:28

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publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 13 Maio , 2020, 18:49

Publicação retirada do site da Câmara Municipal de Arganil 

 

Teve início a empreitada de ampliação e reabilitação dos subsistemas de abastecimento de Vila Cova do Alva, Alqueve (Folques) e Pomares. Com conclusão prevista para outubro de 2021, o conjunto das intervenções totaliza um investimento de praticamente 2,6 milhões de euros e propõe-se a otimizar o serviço de abastecimento, garantindo às populações água com melhor qualidade e em quantidade suficiente.

Já a decorrer, a intervenção no sistema de abastecimento do Alqueve prevê a reabilitação da captação, a criação de uma nova Estação de Tratamento e a construção duas novas condutas elevatórias de água tratada. Além de passar a servir a população de Folques, o renovado equipamento vai ainda beneficiar, parcialmente, a Freguesia de Arganil e a União das Freguesias de Côja e Barril do Alva. Serão servidos previsivelmente 700 habitantes no horizonte do projeto (30 anos).

A intervenção no sistema autónomo de Vila Cova do Alva contempla a reabilitação das infraestruturas existentes, a ampliação da capacidade de captação de água, a substituição da conduta elevatória e a reconfiguração da Estação de Tratamento. As futuras infraestruturas abastecerão as povoações atualmente atendidas: a totalidade da União das Freguesias de Vila Cova do Alva e Anceriz, parte das localidades de Coja e Barril do Alva, Benfeita e União das Freguesias de Cerdeira e Moura da Serra, assim como a localidade de Lourosa, no Concelho de Oliveira do Hospital. A população a servir totalizará no horizonte do projeto (30 anos) 2.850 habitantes.

Por sua vez, a intervenção no sistema de abastecimento de Pomares abrange a reabilitação da captação e a reconfiguração da Estação de Tratamento. Os grupos elevatórios associados serão mantidos, assim como a conduta, recentemente construída. Será abrangida por esta intervenção a maioria da Freguesia de Pomares, sendo que no horizonte temporal do projeto (30 anos) serão servidos cerca de 500 habitantes.

“Através deste conjunto de intervenções, de renovação e reforço dos processos de captação, tratamento e abastecimento de água, estamos a melhorar o serviço prestado, garantindo mais qualidade e continuidade à água que chega às torneiras dos nossos munícipes”, ressalva Luís Paulo Costa, presidente da Câmara Municipal.

As intervenções em Vila Cova do Alva, Alqueve e Pomares, da responsabilidade da Águas do Centro Litoral, integram o investimento de 12 milhões de euros que está a ser concretizado em todo o concelho na área do ambiente. Através deste avultado esforço financeiro, o Município coloca Arganil na linha da frente da inovação e qualidade do serviço prestado, não só ao nível do abastecimento de água, como do saneamento e da gestão de resíduos sólidos.


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 11 Maio , 2020, 23:58

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Das novas orientações, a propósito da alteração do estado de emergência para o estado de calamidade, provocado pela pandemia de covid-19, emitidas do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), em reunião do dia 2 de maio, há a registar a seguinte:

 “Procissões, festas, concentrações religiosas, acampamentos e outras atividades similares passíveis de forte propagação da epidemia ficarão adiados para o próximo ano pastoral”.

Assim fica impedida a realização da habitual procissão das velas, na noite de hoje, dia 12, em que se rezava o terço e era transportado o andor de Nossa Senhora de Fátima.

Contudo, um grupo de leigos, nomeadamente, Bruno Santos, Delmina Costa, Mário Maques e Judite Ribeiro, querendo dar uma celebração à data, resolveu proceder à reza do terço, a partir do interior da Igreja Matriz, reza que será difundida através de altifalantes que servirão todo o espaço urbano de Vila Cova.

Para a criação de um ambiente de maior solenidade para com o ato, solicita-se que janelas e varandas tenham acesas velas e artifícios luminosos, durante a reza do terço.

 

Nuno Espinal

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 11 Maio , 2020, 08:38

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Muito poucos dela têm conhecimento, julgo eu. E para a grande maioria dos leitores do Miradouro será mesmo uma surpresa. Mas, a ponte existe e tem muito mais idade do que a do mais velho ancião deste mundo.

Está localizada, cercada por matagal, na zona do Porto de Avô, do lado esquerdo da estrada, a alguns metros dela, antes do cruzamento de Anceriz.

Diz quem sabe que fazia parte de um caminho que ligava Avô a Vila Cova e superava uma ribeira vinda dos altos de Anceriz. Caminho muito antigo, por certo, que tinha a sua função antes da construção da estrada.

E há quem diga mais: que a ponte vem dos tempos dos romanos, porque integrava uma via romana. 

Diz-me o Henrique Gabriel que o Padre Januário admitia essa hipótese, até porque o Alva era um chamariz, por ser nesta zona uma importante bacia aurífera. Hipótese essa, a da via romana, contudo, a carecer, segundo o saudoso Prior, de estudo apurado pelo saber e rigor da ciência.

Venha, pois, um arqueólogo. Dessa diligência vou-me encarregar. Eu e uns tantos mais curiosos. Para além do Henrique, o Oliveira Alves e o Manuel Fernandes. E a primeira porta em que vamos bater será a do Departamento de Cultura da nossa Câmara.   

Ah! Um pedido! Quem sobre esta minúscula ponte souber algo que nos informe. Trata-se, afinal, da História da nossa terra. E aí somos todos curiosos.

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 08 Maio , 2020, 06:39

 

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A deliberação vai ser brevemente comunicada e será irreversível. Este ano não haverá a Mostra de Lavores e Sabores. Ainda houve uma réstia de esperança de que ela pudesse vir a realizar-se num dos finais da segunda semana de agosto. Mas, a evolução da pandemia e a opinião de cientistas não garante, para já, de que em agosto existam condições para a sua realização.  

E mesmo que elas venham a existir, o tempo em que as diretivas o permitam será demasiado curto face à complexidade logística que organização do evento requer.

Paulo Amaral, Presidente da União de Freguesias, é perentório: não se realizará a Mostra em Vila Cova, nem a União organizará festividades do mesmo tipo nas restantes localidades da sua jurisdição. E, infelizmente, fica dado um ponto final no assunto – remata Paulo do Amaral.

Contudo, Paulo Amaral admite que, se as condições o permitirem, se possa organizar um ou outro espetáculo nas noites cálidas de agosto. A vinda do Grupo “Fado ao Centro” é uma hipótese a considerar. Mas, ainda aqui, nada pode ser garantido – acrescenta.

Esta é uma realidade deste ano 2020.

Mas, tudo se perspetiva para que em 2021 o vírus esteja, em definitivo, debelado.

E a “Mostra”, assim todos os desejamos, retornará ao seu reconhecido esplendor.

 

Nuno Espinal


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