publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 26 Agosto , 2019, 19:19

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Foi apresentado, em estreia, aos vilacovenses, sábado à noite, no Salão da Casa do Povo de Vila Cova, um documentário que, segundo as palavras de Paulo Amaral, tem o propósito de promover o turismo da área da União de Freguesias, assentando as imagens do filme em aspetos da gastronomia e do artesanato.

A produção do documentário tem a assinatura da nossa União de Freguesias, sendo a empresa “CIGA” a responsável pela montagem e realização do documentário.

Em apreciação ao filme, suscita-se-me a seguinte análise:

Sem narrador, o documentário tem na imagem e nos solilóquios dos vários personagens, propositadamente convidados, os instrumentos que conduzem à explanação do conteúdo que é objeto do filme, concretamente, a mostra da gastronomia e do artesanato da região.

Os circunstanciais atores falam de frente para a câmara, numa atitude de “olhos nos olhos” com o espetador, o que lhes confere uma maior proximidade e maior perceção do genuíno.

A qualidade da imagem e a sequência dos vários planos do filme têm um enquadramento sem mácula, havendo, por parte da realização o cuidado de uma adequação ambiental à matéria proposta para o filme.

Contudo, a gastronomia e o artesanato não são, por si só, os elementos mais apelativos ao desenvolvimento turístico da área geográfica da União.

Há motivos essenciais para que o turismo se imponha, ligados ao conforto e à diversão, que terão em residências turísticas e no rio e ribeiros polos chamativos a um turismo de qualidade, desde que pensado numa perspetiva apelativa.

Passeios pedonais a acompanharem ribeiros e outros espaços de interesse, ou junto ao rio, no percurso entre a Ponte e a Redonda, em Vila Cova, pelo interesse que terão, justificam que sejam considerados.

Um restaurante de gastronomia típica da região seria de certo um dos polos mais importantes à implantação turística na área geográfica da região.

Por outro lado a tradição social, religiosa e histórica não pode de modo algum ser descurada, já que em si é de crucial importância na consciência identitária das localidades e da região, sendo, por isso, impulsionadora de uma ação desenvolvimentista por parte das populações.

A religião tem lugar destacado na tradição e devoção dos seus fiéis, com celebrações, em festas anuais, dedicadas a santos padroeiros e santos populares imemoriais ou ainda na Semana Santa, que pode ganhar relevo destacado em Vila Cova, pelo enquadramento dos seus monumentos religiosos e a religiosidade da sua população.

Nas Festas Populares destaca-se a importância das que recentemente foram implantadas nas localidades da União, iniciadas com a “Mostra de Lavores e Sabores” pelo Executivo da Drª. Cidalina Lourenço em Vila Cova, prosseguidas em Casal de S. João com a “Festa das Flores” e implementadas, pelo atual Executivo da União, nos últimos dois anos, em Anceriz, com os “Sabores da Horta” e em Vinhó com o “Festival das Sopas”.

As Instituições merecem ser evocadas em termos da oferta turística na Região, com realce para a Filarmónica Flor do Alva em Vila Cova e o Rancho das Flores em Casal de S. João.

No plano da Cultura, uma palavra para as ações desenvolvidas pela Santa Casa de Misericórdia de Vila Cova, com o lançamento de livros e exposições de pintura e fotografia, para o Museu Etnográfico de Casal de S. João, com a sua mostra de mobiliário e utensílios de princípios do século passado e para o Grupo Cénico "Os Gorgulhos", que tem exibido, com críticas muito elogiosas, peças de teatro no concelho e em muitas localidades do país. 

E ponto final nesta panóplia de sugestões acerca do turismo almejado para a nossa região. Sabemos que o documentário apresentado é apenas um começo, pois pela dinâmica que os seus produtores lhe pretendem atribuir será alongado logo que as possibilidades financeiras o permitam.

Os aplausos que se ouviram no Salão da Casa do Povo, após a projeção do filme, são elucidativos quanto agrado que o documentário provocou.

É, pois, de saudar a nossa União de Freguesias pela iniciativa. Parabéns ao Executivo, nomeadamente, ao seu Presidente, Paulo do Amaral, ao seu Secretário, João Gonçalves e ao seu Tesoureiro, José Santos.

 

Texto: Nuno Espinal

Fotos Guida Simões

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publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 24 Agosto , 2019, 14:11

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É verdade que cada idade tem os seus humores, modos de estar na vida, gostos, o seu espírito próprio, os seus prazeres.

Tudo, com o avançar da idade, vai-se moldando a uma arquitetura temperamental, um modo de ser que se auto constrói naturalmente.

Uma velha frase diz que quem não tem o espírito da sua idade tem todo o infortúnio. Releve-se o essencial da frase, sem deixar de lhe considerar, em meu entender, algum exagero e até reducionismo.

Mas, há, na caracterização das várias etapas da idade ingredientes que se devem perpetuar. Destaco intencionalmente dois: a alegria e o culto da amizade.

Esta premissa foca-se, propositadamente, no grupo da “Malta”, com uma variação de idades enquadradas entre os 55 e os 75 anos de idade e que, neste mês de agosto, evidenciou a sua presença nos espaços urbanos de Vila Cova.

Alegria e amizade sempre presentes nas deambulações e convívios pela estrada fora até ao “escuro”, nos festejos de um aniversário, concretamente o da Nucha Madeira, no passeio à Bobadela, com visita a Museus e um excelente almoço e em outros vários momentos.

-Que bons foram estes dias, dizia uma das nossas amigas da “Malta”.

Pois foram, diremos todos nós. E diremos mais: que se repitam por muitos e muitos anos.

 

Nuno Espinal

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publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 19 Agosto , 2019, 19:59

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A sardinhada com grande afluência/foto de José Artur  Leitão

 

No último sábado, dedicados vilacovenses deram um exemplo afincado de que ainda há dirigentes de instituições que se esmeram para que a sua ação de serviço institucional contribua para evitar o estiolamento do movimento associativo das aldeias, cada vez mais ameaçado por razões conjunturais.

A “sardinhada”, organizada pela direção da nossa “Flor do Alva”, é bem testemunho de uma luta constante dos seus dirigentes na busca de um suporte financeiro, mínimo que seja, para continuar a sustentar a Filarmónica.

Mas, a questão, mais que financeira, apega-se, fundamentalmente, ao número cada vez mais reduzido de filarmónicos que integrem a Banda.

Tudo indicia que, a breve prazo, o número de filarmónicos disponível seja insuficiente para que a Banda Filarmónica se afirme na sua tradicional caracterização.

Ora, esta putativa situação remete-nos para uma pergunta: perspetiva-se, assim, a dissolução da Sociedade Filarmónica Flor do Alva?

É uma probabilidade se acaso dirigentes e associados se conformarem nessa situação. Mas há que considerar que esse possível destino possa ser ultrapassado, desde que se percecione que a Sociedade Filarmónica Flor do Alva tem condições para manter uma atividade musical, ainda que em moldes diferenciados daquilo que é a sua caracterização como formação de Banda Filarmónica.

O know how de que Flor do Alva dispõe, a par de um acervo de instrumentos musicais, com incidência nos sopros e precursão, são alicerces para a consideração de distintos projetos musicais, como, por exemplo, uma miniorquestra ou formações afins a outros paradigmas musicais.

Com uma mudança nos parâmetros referidos, continuará a cumprir-se o principal desígnio da Flor do Alva, ou seja, para além do padrão lúdico, a promoção da educação e da cultura musicais.

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 17 Agosto , 2019, 01:16

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O insólito aconteceu esta noite quando o habitual grupo que, nas noites de agosto, se passeia até ao “escuro”, (zona das alminhas, ao entroncamento) deparou com uma tenda de campismo, junto às mesas de cimento aí colocadas, enquadradas pelos bancos corridos que descansam as pernas e proporcionam, aos seus desfrutadores, bons momentos de conversa.

Dentro das tendas havia gente que, imperturbada, manteve-se queda e muda, apenas com os sussurros de alguns monossílabos, não inteligíveis para quem os ouvia.

Esta situação caricata acabou por ser motivo de risota por parte do habitual grupo usufruidor daquele espaço, que não se intimidou com tal estranha presença e permaneceu no local com a mesma postura de outras noites.

Claro que campismo selvagem é proibido.

Mas, afinal de contas, que todos os males do mundo fossem esse.

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 16 Agosto , 2019, 13:59

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O Henrique Gabriel enviou-me uma foto com o intuito de ser postada no Miradouro e que retrata um grupo de vilacovenses que pousou como jogadores integrantes de uma equipa de futebol de onze, representativa de Vila Cova, tirada em terreno onde hoje está construída a Casa do Povo de Vila Cova.

A foto deve, segundo o Henrique, reportar-se ao ano ou de 1975 ou de 1976, já que um dos fotografados, o Sr. António Pais, (já falecido), regressou a Portugal, vindo de uma das colónias sob a denominação portuguesa, após o 25 de abril de 1974.

Os jogadores apresentam-se de camisola de alças, o que faz supor que todos os outros que não têm esta vestimenta eram organizadores ou fundadores de um embrião que viria a dar mais tarde origem ao atual “Vilacovense”, que vem disputando os campeonatos do Inatel.

O Henrique Gabriel reconhece na foto quase todos os fotografados, mas falha-lhe um ou outro nome.

Para que possamos vir a apresentar no “Miradouro” o nome de todos os que pousaram na foto, solicitamos a ajuda dos nossos leitores.

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 13 Agosto , 2019, 01:21

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Recordam-se da Fonte dos Amores? Sim, em Vila Cova!

Os acessos só se cumpriam de barco. Subíamos o rio, do Salgueiral ao Porto d’Avô, naqueles pitorescos barcos a remo de então, (ah! quantas vezes não remei o S. Jorge!) e em lugar escondido e de pequena reentrância à zona das fontainhas, atingíamos a tão almejada Fonte dos Amores.

Almejada, digo bem. Não tanto pelas qualidades do pequeno fio de água que lhe jorrava, vindo sabe-se lá de onde. Mas, o local da fonte, recôndito e íntimo, era bem bonançoso, e para mais seguro a muito apaixonados ais e suspiros de amor.

Éramos jovens, sangue a ferver.

E corria entre nós uma crença. Parzinho que daquela água bebesse ficava para sempre preso às setas do cupido. Amor garantido para toda a vida!

Muitas goladas bebi, confesso. Ano após ano em paixonetas várias. Mas efeito, o da profecia, nunca a água me fez algum. Nem a mim, nem aos outros.

Ah, a não ser o de uma grande saudade!…

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 07 Agosto , 2019, 12:45

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É com o maior pesar que participamos o falecimento do Sr. Raúl Fonseca Nunes, de 77 anos de idade, natural e residente em Vila Cova. 

Faleceu a noite passada no Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra, vítima de doença prolongada.

O seu corpo permanecerá, em câmara ardente, a partir das 17 horas e 30 minutos de hoje, na Casa Mortuária da Santa Casa de Misericórdia de Vila Cova, estando a saída do cortejo fúnebre, em direção à Igreja Matriz, marcada para as 19 horas, de amanhã, quinta-feira, acompanhado pela Irmandade da Santa Casa. 

Apresdentamos à família as nossas sentidas condulências.

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 06 Agosto , 2019, 00:42

No próximo sábado, dia 10 de agosto, em Arganil, uma superprodução artística vai ter lugar na Praça Simões Dias, junto ao edifício da Câmara.

“O Enredo”, espetáculo que cruza dança, teatro, música e multimédia, tem como tema a figura de Sesnando Davides, na época, governador de Coimbra e personagem marcante na preservação da paz e coexistência de vários povos e crenças nas margens do Mondego.
Nesta "Superprodução" estarão presentes dez artistas correspondentes a cada um dos dez municípios da Rede de Castelos e Muralhas do Mondego – “Elenco Fixo” - e conta ainda, nesta segunda “tourné” de “O Enredo”, com a participação de um "Elenco Comunitário", composto por músicos, atores e bailarinos oriundos do próprio Concelho em que se realiza, tornando ainda maior a grandiosidade do espetáculo. No sábado, dia dez, os nossos “Gorgulhos” farão parte desse elenco adicional, representando as “nossas cores” e a cultura da nossa freguesia.

Integrado no programa “Coimbra Região de Cultura”, "O Enredo" é um projeto cultural promovido pela Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra e operacionalizado pela Rede de Castelos e Muralhas do Mondego.


A NÃO PERDER

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publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 03 Agosto , 2019, 04:51

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publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 01 Agosto , 2019, 15:58

 

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Bem tem andado o Executivo da União de Freguesias ao promover eventos festivos nas localidades da sua área de jurisdição, com um cunho identificador da cultura popular.

Tudo começou com a “Mostra de Labores e Sabores” em Vila Cova, com doze ediçõea já completadas, iniciada com o Executivo, nesta altura ainda não constituído União, presidido pela Dra. Cidalina Lourenço, continuado pelo Sr. António Tavares e, já como União Freguesias, presidido por o Sr. Paulo Amaral, que  alargou este género de festividades em espaços das restantes localidades da União.

Em Casal de S. João, com o apoio à “Festa das Flores”, em Vinhó. com o ainda o recente “Festival das Sopas” e, Anceriz, e com a segunda edição dos "Sabores da Horta".

Estas festividades têm como principal marca manifestações de âmbito tradicional do espaço geográfico da União, e são apoiadas pelas Instituições locais e ainda pelo Município de Arganil, relevando o artesanato, a gastronomia, exibições de canto, música, dança folclórica e teatro.

Um caminho que vai ser continuado e que é bem representativo da cultura popular da região.

 

Nuno Espinal

Fotos dos “Sabores da Horta” em Vinhó: João Gonçalves/Manuel Fernandes

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