publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 24 Abril , 2019, 19:35

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Liberdade

 

 

Quando as folhas dançam e esvoaçam

E com elas danço e esvoaço

Suspensos do bracejar do vento

Que arrasta um tempo de quimera.

 

Então, a sós com a Natureza,

Em tons de primavera,

Perscruto-lhe o sentir.

E uma voz solene, que logo se esfuma,

Diz-me, em pulsar breve,

No exíguo clarear de súbita bruma:

Que estou no absoluto da liberdade.

 

Mas, refaz-se a realidade:

E logo me asseguram

Liberdade? Tem limites!

Coisa outra nem pode o fado ser.

E do deve e do haver,

Ouço dizer:

A minha liberdade termina quando a dos outros começa…

Que assim seja!

Liberdade sempre!

Em cravo de abril que viceja.

 

 

 

Nuno Espinal, Coimbra, 24 de abril de 2019

 


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