publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 15 Abril , 2019, 09:53

 

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O espetáculo perspetivava-se-me pouco chamativo e cheguei mesmo a duvidar do seu impacto nos vilacovenses. Não pela qualidade, tanto de compositores, como de intérpretes ou pela beleza da música, decididamente assegurada, pela valia dos seus autores. A questão era outra. Música Sacra? Em Vila Cova?

Afinal, quanto me enganei! A Matriz, bem composta de público, ouviu, com um silêncio religioso, peça a peça, compositor a compositor e rendeu-se ao virtuosismo dos intérpretes: as manas Sofia e Joana Amorim respetivamente na voz e no violino e António Laertes no órgão.

Desfilaram peças de Música Sacra de famosos compositores, nomeadamente Vivaldi, Bach, Handel, Haydn, Mozart e Cesar Franck, associadas aos períodos barroco e clássico e superiormente comentadas pelo saber de António Laertes.

Este momento de excelência, vivido em Vila Cova, graças ao empenho do Grupo “Os Gorgulhos”, terminou com a assistência de pé a tributar fartos aplausos aos intérpretes.

E o comentário de uma senhora, reforçado no saber de vida e sensibilidade dos seus mais de oitenta anos, diz tudo quanto de sublime na Matriz aconteceu.

Sabe? - dizia-me no seu visível encantamento. O espírito parece que voava. Que belo! E a voz e os músicos? Tão cheios de alma!

Nuno Espinal

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publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 15 Abril , 2019, 00:43

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A chuva miudinha, que caiu perto da dez da manhã, borrifou os muitos ramos de loureiro e alecrim que se dispuseram a receber a água benta aspergida pelo Padre Daniel Rodrigues, bem no cimo da escadaria do Convento, mais concretamente no átrio de entrada para a Igreja, tal como tem sido tradição.

Chuva que aos poucos se dissipou, deixando mesmo de cair quando a Procissão dos Ramos já se aproximava da Matriz.

Contudo, porque no início do cortejo a sua insistência ameaçava continuidade, a Flor do Alva foi desaconselhada de incorporar a Procissão, pelo que, em alternativa, ouviu-se uma oratória cantada que, em diálogo constante, à evocação do Padre Daniel respondiam os fiéis.

Já na Igreja Matriz, antes do início da celebração da Missa, com os fiéis arrumados nos seus lugares, a Flor do Alva, em afirmação da sua presença e criando um momento que pela simplicidade cativou, executou um velho cântico religioso, à entrada da porta principal.

Um pormenor a registar, retirado de palavras do Padre Daniel Rodrigues: Cada Padre não pode celebrar, de acordo com os cânones, mais que três Missas dominicais. Em cumprimento desta medida e por dedução nossa, as Missas serão celebradas nas Igrejas onde maior seja a frequência de fiéis. O recado foi dado. Os Vilacovenses que se empenhem!

 

Nuno Espinal

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