publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 03 Junho , 2018, 14:43

 

 

 

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Comparando “tempos” não há que negar evidências. Dos isolamentos das urbes de há 50 e mais anos, aos dias de hoje, a era global está bem assertiva. Veja-se o caso dos “Gorgulhos”. Exibiram-se ontem num palco (Salão da Casa do Povo) de Vila Cova. O seu técnico de luzes e som é bem Vilacovense: o Duarte Martinho. Os principais protagonistas do Grupo, o Silvino Lopes e a Fernanda Santana, residem em Anceriz. Outros dois atores, o Acácio Simões e a Sofia Gouveia são do Barril de Alva.  E a outra atriz do elenco, a Vera Filipa, é de Cascais e reside em Lourosa.  

Que se calem, pois, os bairristas exacerbados. São poucos, mas de ruído truculento. Daqui e de outros lugares. No âmago do bairrismo, quando exacerbado, está a divisão doentia entre o “nós” e os “outros”, o que conduz à exacerbação do próprio relativamente ao alheio. Amemos as nossas terras de um modo natural, sem complexos de superioridade, ou de inferioridade, perante os outros. A nossa “Flor do Alva” é um exemplo significativo da necessidade de “outros”, para que a sua continuidade seja uma realidade.

Mas, tornemos aos “Gorgulhos”. Têm um cada vez maior domínio do palco. A nível de texto, da empatia com o público, da cenografia, da representação de atores. “O Capitão Fragata”, pela última vez ontem exibida, é uma peça que, por tudo o referido, agarra o espetador do princípio ao fim. Os momentos musicais, então, põem o espetador a bater palmas, a bater o pezinho, a bambolear-se na cadeira. Parabéns aos “Gorgulhos” e uma especial referência ao Silvino Lopes, porque muito do que os “Gorgulhos” são tem muito da sua lavra.

A tarde de ontem prometia um miniconcerto da “Flor do Alva”. Não aconteceu porque alguns dos músicos da Banda não puderam comparecer.

Mas, a sardinhada, essa, cumpriu-se. E graças a se ter cumprido porque foi bem saboreada, com o recheio habitual de umas ótimas batatas cozidas e salada, os adorados bolos lêvedos e a consagrada “Tigelada à Vila Cova”.

Teatro e convívio, a pretexto de uma sardinhada, e uma tarde bem passada. Que aconteça mais vezes!

 

Nuno Espinal

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