publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 31 Maio , 2018, 01:08

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Alguém alvitrou que estes seis maduros possam ser considerados como os “senadores” da “Malta”. E na justificação desta ideia está o facto de o serem por dois motivos: estarem na génese do grupo da “Malta” e pelo estatuto de antiguidade ou, em linguagem mais corrente, estatuto de velhice que tão bem se lhes cola.

Eu, António Gabriel de Almeida, sou um desses senadores, a par do Carlos Lisboa Nunes, do Nuno e do Quim Espiñal, do Manuel Fernandes e do Zé Oliveira Alves.

Claro, que isto não passa de um brincadeira. Mas, desta brincadeira sobressai uma realidade muito séria. É que somos senadores sim, mas de um “Senado” que se chama “Amizade”. Amizade com uns 60 anos e entre alguns até mais. E cada vez mais forte.

 

António Gabriel de Almeida


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 30 Maio , 2018, 13:09

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Esta “IX Mostra” foi um êxito. E não fora a chuva, que quando não caía ameaçava, a “Mostra” teria sido estrondosa. Um detalhe que merece destaque: o empenhamento da organização em cumprir ao pormenor com tudo o que estava programado e determinado, inclusivamente, o que é de louvar, na intenção do cumprimento de horários. Outro detalhe: o reconhecimento publicamente demonstrado a todos os que se envolveram no apoio à “Mostra”, não exagerando na atribuição de excessivo protagonismo ao próprio Presidente da União. Parabéns, pois, ao Executivo da União de Freguesias, pelo espírito de equipa que quiseram implementar.

A noite de sábado vai perdurar na memória de todos os que estiveram presentes na Praça, sustentada que foi pela atuação da nossa “Flor do Alva” e pela inesquecível atuação do grupo de Coimbra “Fado ao Centro”.

A “Mostra” apresentou, baseada num modelo que tem demonstrado eficácia, que vem desde o início deste certame, com a Drª. Cidalina Lourenço, ainda como Presidente da então Freguesia de Vila Cova de Alva, vários grupos de instrumental, canto e dança, muito variados nos seus géneros e natureza, mas, acima de tudo, muito integrados na cultura portuguesa.

O último dia da “Mostra” foi prova disso, com o Rancho Folclórico "Vale de Milhaços"/Almada, o Grupo Etnográfico da Santa Casa de Misericórdia, que recriou as “Rodas”, desta vez com acompanhamento instrumental, a dar a ideia de como se processou a metamorfose das espontâneas “rodas” em já sofisticadas coreografias dos “Ranchos”, o Grupo de Cavaquinhos do Porto, o Rancho Folclórico "Cruz Maltina Loubanense" de Tondela e o nosso Rancho Folclórico "As Flores" de Casal de S. João, que teve uma exibição espetacular, apoiada no seu harmonioso instrumental e no seu muito conseguido Grupo de Dança.

O teatro também marcou presença com simplicidade de meios, grande criatividade e graça, através do já famosíssimo, entre nós, grupo “Os Gorgulhos”.

Também a cultura preencheu a programação com a exposição alusiva ao fado e a publicação do caderno de textos sobre a “Historiografia do Fado”.

Mais uma vez, o apoio de restauração por parte da Cozinha da Santa Casa, acompanhada este ano por um serviço de Cozinha organizado pela Flor do Alva, cumpriram em pleno o objetivo esperado: Boa Comida.

Os expositores estiveram a um bom nível, pela sua variedade tanto de produtos gastronómicos caseiros como de artesanato local.

 

Nuno Espinal

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publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 28 Maio , 2018, 07:23

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Falo por mim. Mas sinto que poderei falar por outros.

É que esta coisa da “Malta” é assim: Alguns de nós ligam-se pelas afinidades que vivências comungadas de outros tempos geraram.

E vêm-nos as memórias, rememoradas vezes sem conta, em que o tempo volta atrás e nos torna as crianças e jovens que já fomos.

Lá nos surgem narrativas, as nossas estórias, com a típica subjetividade de quem conta um conto e lhe acrescenta um ponto.

Sorrisos e risos quase sempre, mas também, por vezes tristezas: Ah sim! O nosso querido Alberto Leal que nos deixou para sempre!

Partilhamos a sua memória e todos irrompemos num aplauso geral.

 

Mas, a eterna boia na velha frase: “A vida continua…”

E já nos movemos no presente a festejar a vida…

 

Que vivam os “Encontros da Malta!”

 

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 27 Maio , 2018, 12:14

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Passava cerca de meia hora da meia noite de sábado, quando intérpretes e público presentes na Praça cantavam, em uníssono, a velha “Coimbra é uma lição”. E desde as 9 e meia, quando a “Flor do Alva” iniciou o programa da noite, até que os últimos acordes da mais internacionalizada melodia portuguesa de sempre era cantada na Praça, o público, que em número inusitado encheu o velho Largo do Pelourinho, não arredou pé, preso e encantado com tudo o que no palco acontecia. Noite Mágica, de facto!

A nossa “Flor do Alva”, com um repertório muito eclético, que passeou por passos dobles, músicas popular e ligeira portuguesas, música de ritmo rock, swing e outras mais, antecedeu o “Grupo do Fado ao Centro”, e mostrou-se em grande nível, arrebatando aplausos do público, que, em pé e com emoção, lhe tributou uma ovação prolongada e mais que merecida.

Depois foi o “Fado Cruzado”, um abraço entre o Fado de Coimbra e o de Lisboa, nas vozes, pela Lusa Atenas, do Dr. João Farinha e pela Cidade Capital das fadistas Filipa Biscaia e Inês Brito.

“Momento Mágico”, mesmo em frente da nossa velhinha Igreja da Misericórdia que, no arrebatamento a que as circunstâncias induziram, virou, naquela hora de fascínio, ora Sé Velha em Coimbra ora Igreja de Santo Estevão em Lisboa.

Um apontamento a registar: Filipa Biscaia é neta do Dr. Zé Quim Barbosa, casado com a Drª. Teresa Pinto Mendes. “Passei dias nesta terra que recordo com muita saudade, quando era ainda pequena. E hoje, com a emoção de tornar a esta Vila Cova, já me fartei de chorar…” disse em pleno palco no meio da sua atuação.   

Tem uma voz linda e castiça e uma simpatia irradiante. Obrigado pelos sentimentos que nos transmitiu. E obrigado ao “Fado ao Centro” pelo soberbo espetáculo que deixou em Vila Cova.

Já, em final de tudo o que na Praça se foi passando, um “efeerreá”, conduzido pelo nosso Zé Oliveira Alves, e respondido pela Malta presente, com a “cagança” que a emoção da nossa Coimbra provoca, pelas sua tradições, pelo seu sempre afetivo presente.  

Mas, a Mostra também teve uma tarde atraente, com atuações variadas a manifestarem o agrado que as nossas músicas populares provocam. O Grupo Melodias do Campo de Santa Ovaia e a Tuna de Cantares de Avô encheram a Praça com os seus cantares e qualidade musical que comprova muita dedicação e ensaio.

A Filarmónica Pomarense também esteve presente e atuou em condições menos propícias face à chuva que caiu durante a sua atuação. Mas, ainda assim, proporcionou um momento de grande agrado.

Por fim o Teatro, a fechar a tarde de atuações. Os “Gorgulhos” a mimetizarem um programa de televisão, o “Got Talent”, a interagirem com o público e a provocarem gargalhadas permanentes do público. A criatividade do Silvino Lopes sempre a surpreender.

 

Nuno Espinal        

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publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 26 Maio , 2018, 07:41

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As constantes ameaças de chuva, tanto na véspera como na própria sexta feira, não impediram uma forte presença de público na sessão de abertura da Mostra, que decorreu com simplicidade e com discursos breves, tanto da parte do Provedor da Santa Casa, Nuno Espinal, que apresentou a publicação, da qual ele próprio é autor dos textos, sobre a historiografia do fado, como da parte dos Presidentes da União de Freguesias, Paulo Amaral, que fez os agradecimentos que se impunham, e da Câmara Municipal, Luís Paulo Costa, que manifestou o seu reconhecimento pelos contributos das “Mostras”, em termos lúdicos, gastronómicos e culturais.

Depois a visita aos vários expositores, por parte do Presidente do Município, enquanto Miguel Calado e outros dois tocadores de concertinas faziam uma “arruada”.  

A noite foi espetacular. O grupo musical vindo de Penacova, “Flora do Mondego”, teve uma atuação que prendeu o público, ao jeito de orquestra Jazz Band, com pormenores por vezes a entrarem nos domínios do puro Jazz.  Extraordinária atuação, com momentos de grande gáudio na interação com um público rendido à graça e qualidade deste grupo.

Depois, o já conhecido “Sons e Suadelas”, com o seu repertório de música popular portuguesa, também eles já batidos na arte da interação com o público, a levar esse mesmo público a ser cantador e bailador em alguns temas.

Um primeiro dia desta IX edição da Mostra plenamente conseguido. Parabéns à Organização, com particular destaque para o Executivo da União de Freguesias e seu Presidente Paulo Amaral.

 

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publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 21 Maio , 2018, 10:24

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Tudo devidamente planeado e a Mostra quase aí...

35 stands previstos, um record a salientar.

Que o tempo ajude!

 

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publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 17 Maio , 2018, 00:02

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Ontem, dia 16, realizou-se a III Gala Solidária do CLDS 3G, na Cerâmica Arganilense. 

Uma tarde de animação destinada aos idosos do concelho de Arganil, contando, como já é hábito, com uma forte presença dos utentes das IPSS do Concelho.

O programa cultural contou com a presença do grupo "Real Companhia"  de Fernando Pereira, os Palhaços D'Opital e uma apresentação musical, realizada pelos utentes das diferentes IPSS(s) com o apoio do Prof. Tiago, onde foram lembradas algumas músicas do seu tempo e foi apresentado o Hino da Gala.

Por fim, realizou-se o lanche partilhado com a animação do grupo "Pauta em Movimento".

Na entrada da Cerâmica estava exposto o painel com os azulejos realizados pelos utentes, nos diversos workshops dinamizados pela Dra. Joana e pela equipa do CLDS.

 

Texto: Mónica Ferreira

Fotos: Manuel Fernandes

 

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publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 15 Maio , 2018, 22:42

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União de Freguesias de Vila Cova de Alva e Anceriz

 

X MOSTRA DE SABORES E LAVORES TRADICIONAIS.

Vai a União de Freguesias de Vila Cova de Alva e Anceriz levar a efeito nos próximos dias 25, 26 e 27 de Maio a IX mostra de Sabores e Lavores Tradicionais em Vila Cova de Alva.
Uma vez mais, este certame contará com a presença de cerca de 25 expositores com produtos variados sendo alguns feitos ao vivo, Ranchos Folclóricos, Filarmónicas, Teatro, Exposições, Fado, Tunas, Grupo de cavaquinhos entre outros.
De realçar a presença em Vila Cova de Alva de grupos do Porto, Tondela, Lisboa e de concelhos vizinhos.
Será certamente mais um grande evento onde haverão novidades.

Eis o Programa:

Sexta Feira:

19 Horas: Abertura

19 H 30 M: Visita aos Expositores/Concertina Miguel Calado

20 H: Exposição sobre o Fado/Produção Santa Casa da Misericórdia de Vila Cova; História do Fado (sinopse) da autoria de Nuno Espinal

20 H 30 M: Jantar

21 H 30 M : Grupo Musical de Penacova "Flora do Mondego"

23 H: Grupo "Sons e Suadelas" de Arganil

Sábado:

15 H: Grupo "Melodias do Campo" Santa Ovaia

16 H 30 M: União Recreativa e Musical Pomarense

!8 H: Tuna de Cantares de Avô

19 H 30 M: Os Gorgulhos/Anceriz

21 H 30 M: Flor do Alva

22H 30M: Fados de Coimbra e de Lisboa, pelo" Fado ao Centro"

Domingo:

15 H: Rancho Folclórico "Vale de Milhaços"/Almada

16 H: Grupo Etnográfico da Santa Casa de Misericórdia

17 H: Grupo de Cavaquinhos do Porto

18 H 30 M: Rancho Folclórico "Cruz Maltina Lisbonense" 

!9 H 30 M: Rancho Folclórico "As Flores" de Casal de S. João

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 15 Maio , 2018, 17:04

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Acontecimento a não perder

Juntar grandes guitarristas num só evento é coisa rara e desta feita serão Ricardo Parreira e Paulo Soares que são dos mais completos guitarristas portugueses de sempre.

Além disso, teremos a presença inédita de Zoran Stojanovic em Coimbra e interpretaremos pela primeira vez na nossa cidade as suas composições.

Acresce que o Auditório do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra proporciona uma excelente experiência de fruição musical.

Paulo Soares

Paulo Soares, ligado a Vila Cova por laços de sangue, é um dos mais versáteis e generosos guitarristas de sempre da guitarra portuguesa. Estuda e investiga o instrumento há mais de 35 anos, buscando a excelência da sonoridade e do discurso musical. A sua síntese inovadora das técnicas e intensões das guitarras tradicionais de Coimbra e de lisboa são o alicerce para a sua enorme versatilidade musical e guitarrística, plena de entusiasmo e profundidade.   Consequentemente, Paulo Soares tem interpretado, ao longo da sua interessante carreira, não apenas o repertório tradicional, mas também peças de sua autoria, dos mais variados guitarristas seus contemporâneos, de compositores eruditos e outros. Tem a experiência de inúmeras atuações por todo o mundo e colaborações com alguns dos artistas mais marcantes da música portuguesa, bem como a inclusão da guitarra com diversos agrupamentos musicais, passando pelo acompanhamento de fados, recitais de guitarra como solista, duos, trios, sexteto de guitarras, agrupamento alargado de guitarras, quarteto de cordas, quartetos de saxofones, quinteto de jazz, música pop, solista com várias orquestras clássicas, estreia de inúmeras peças e arranjos de sua autoria e de outros compositores nacionais e estrangeiros.  Como solista tem estado sempre presente nos mais importantes festivais de guitarra portuguesa. Como pedagogo e impulsionador da guitarra portuguesa, a obra de Paulo Soares é indubitavelmente das mais importantes. É autor e editor do seu famoso Método de Guitarra Portuguesa, obra de referência na aprendizagem do instrumento. Tem ensinado consistentemente, tem auxiliado outros professores e tem partilhado generosamente várias transcrições de sua autoria desde o tempo em que nada estava disponível, sendo um dos maiores impulsionadores do desenvolvimento moderno da nossa guitarra.


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 13 Maio , 2018, 20:57

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Realizou-se, ontem, à entrada da noite, em Vila Cova, a tradicional Procissão das Velas, em honra de Nossa Senhora de Fátima. A Procissão foi presideida pelo Sr. Fernando, leigo residente em Coja e contou com a presença de numerosos fiéis, que durante o percurso do cortejo religioso rezaram o terço, através do habitual cântico alusivo a esta celebração.

 

Bruno Santos

 

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