publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 24 Março , 2016, 22:40

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Na plenitude da juventude, atulhado de delírios ideológicos típicos da idade, defendia a liberdade como algo que se concretizava pela supremacia da liberdade do indivíduo sobre a da sociedade, sociedade esta enquanto organização do Estado.

 Esvoaçava, deste modo, uma bandeira cara ao anarquismo, embora o fizesse sem qualquer consistência e por um certo mimetismo dos que considerava como meus modelos. 

Com o amadurecimento alterei o meu entendimento, já com outra consciência e consistência, e o discurso em que conceituava a liberdade era ditado pelas minhas convicções de homem de esquerda, pelo que a minha conceção da liberdade tinha posicionamentos diferenciados, conformes às circunstâncias e a natureza das questões, com enquadramento na dicotomia esquerda/direita.  

Por exemplo: O terrorismo é hoje uma preocupação que trespassa todo o mundo.  O debate sobre esta questão tem concitado uma clivagem entre conservadores e progressistas. Se a direita elege a segurança como a principal medida que se justifica para o seu combate a esquerda tem entendido que as questões sociais e económicas não devem ser descuradas, antes pelo contrário, devem ser consideradas como muito importantes na consideração do fenómeno e pela preservação de uma atitude humanista.  

Hoje, no largo das tílias, alguém, à conversa comigo, comentava com tristeza e indignado, os últimos acontecimentos na Bélgica. Segurança para aqui, segurança para ali e a incompreensão pela permissão de entrada de refugiados na Europa. Rebati, com argumentos próprios atinentes ao meu enquadramento político. E até lhe disse:” afinal, os terroristas são naturais dos países atingidos e não são refugiados…”

A conversa lá foi prosseguindo, até que lhe ouvi: Sabe? O que nos vale é que estas coisas se passam longe…

E por ali nos ficámos.

Longe? – Pensei, já entregue a mim próprio. Por enquanto… Porque ameaças existem e são assustadoras. Os jhiadistas proclamam violentos ataques à “Al Andalus” (Península Ibérica), tão violentos que farão esquecer o 11 de Setembro, segundo dizem.

Há que estar alerta! Monitorização de todos os jhiadistas, vigilância às comunidades árabes residentes no país, controle das fronteiras, regras específicas de combate ao terrorismo, regras objetivas de segurança.

Mas, que se passa comigo? Segurança, mais segurança e não mais que segurança? Afinal estou como os outros!...

 

Nuno Espinal


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