publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 22 Junho , 2015, 13:29

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Mais uma noite, a terceira, deste São João 2015. Ontem, domingo, uma noite de feição anglo-saxónica, já que a música que ecoou no Largo da Praça era predominante em temas de língua inglesa, maioritariamente dos anos 70. Um grupo de estrangeiros, os “DAGIRO”, residentes na região, bons instrumentistas, a caracterizar, com fidelidade, o som de vários grupos e intérpretes daquela época.

Ao contrário do que é corrente nas várias bandas que preenchem os programas destas festas populares de Verão, os decibéis emitidos pelos “DAGIRO” estão normalmente adequados à sanidade dos tímpanos humanos, o que permite perceber o som que sai de cada um dos instrumentos e vozes. Muito interessante este grupo, a tocar êxitos que foram top ten, há uns trinta e mais anos.

O Largo da Praça não tinha, em número, a assistência que recolheu no sábado, o que é normal, considerando que a noite antecedia a semana de trabalho. Ainda assim a Praça estava bem composta de público, com muitos estrangeiros à mistura.

 

Nuno Espinal

 

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publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 21 Junho , 2015, 09:21

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Kuduros, brasileiradas e quejandos foram sons e ritmos reinantes na noite de sábado dos festejos de S. João em Vila Cova. O conjunto musical da animação, vindo de Aveiro, bem puxou pelos galões machistas da rapaziada: “Agarrem-me essa mulher, venham dançar”, apelava o vocalista. Mas qual quê! Passividade total. E foi preciso que uma maquineta, em moda nestas festarolas populares, lançasse uns flocos volumosos de espuma para que, desde aí, como por magia, um número já preenchido de pares, na circunstancial pista da nossa histórica “Praça”, desse forma à imprescindível e sempre apreciada, até pelos muitos mirones presentes, bailação.

Claro, em abono da verdade, a bailação não foi efeito da tal espuma. Meras aparência e coincidência, por certo. Efeito, sim, da espuma, foi a alegria da pequenada que se deliciou, em correrias e saltos, no inócuo e avantajado monte de uma borbulhenta “neve” que se formou.

E pronto! Esta, é a síntese da noite: Música, baile, quermesse, comes e bebes e a noite a cumprir-se com o quanto baste de êxito, até pelo elevado número de gente presente.

 

Parabéns, pois, aos mordomos. Empenhamento, dedicação e trabalho são adjetivos que lhes assentam na perfeição. E goste-se ou não deste figurino de festas, “so typical” nestes anos de avançadas tecnologias de som e luz, enquanto destas festarolas houver é sinal de que Vila Cova ainda mexe.

 

Nuno Espinal

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publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 19 Junho , 2015, 20:46

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O último apontamento publicado pelo Miradouro revelava dados divulgados pelo jornal “Público”, integrados num artigo relativo à evolução da demografia em Portugal. Os números apresentados referiam cenários preocupantes, nomeadamente projeções para o ano de 2060, a ponto de nos ter suscitado esta questão:

Será que, em um qualquer cenário destes, Vila Cova ainda existe?

É evidente que a questão teve uma intenção de ironia e acima de tudo de provocação.

Claro que Vila Cova vai continuar a existir, até porque o seu passado histórico é suficientemente preponderante para a manter viva em um qualquer futuro, mesmo a longo prazo.

Mas, malgrado o radicalismo, pessimismo e mesmo ausência de fundamento científico colocados na questão, a verdade é que a previsão da evolução demográfica para o país e para concelho de Arganil não antevê um futuro de resultados animadores.

No concelho de Arganil, conforme “diagnóstico social” da autoria do município, verifica-se um decréscimo da população que atravessou quase todo o século XX, sempre, com um fugaz intervalo, em contínua descendência e que, de momento, não antevê perspetivas de inversão.

De 2001 a 2011, segundo os censos, o número de habitantes residentes, no concelho de Arganil, desceu de 13.623 para 12.145, ou seja um decréscimo de 10,8%.

Freguesias houve que foram varridas, neste período, por uma autêntica devastação demográfica, como Celavisa (-35,69%), Moura da Serra (-31,55%) e Teixeira (-28,19%).

Vila Cova ainda foi das freguesias que menos percentagem de perdas de população sofreu no período em referência, (3,75%), e isto devido em especial aos estrangeiros que nas várias localidades se fixaram (Vila Cova, Vinhó e Casal de S. João) e que contribuíram para quase anular o saldo de evolução demográfica negativo. Com resultado de menor perda apenas a Cerdeira (-1,82) e com um resultado positivo apenas a freguesia de Arganil (+0,53%).

Considerando o histórico demográfico do concelho e outros dados como as várias pirâmides etárias do concelho e das freguesias, que nos mostram que a grande maioria dos respetivos universos populacionais está compreendida entre os 45 anos e setenta anos, é de prever até 2060, uma redução populacional geral de cerca (ou mais) de 40%.

O concelho de Arganil, não terá mais, em 2060, de 8.000 habitantes.

É evidente que a previsibilidade deste cenário, que não passa de uma projeção de metodologia fundamentalmente empírica, está baseado nas atuais condições demográficas.

A inversão deste sentido negativo só se alterará perante uma, quase, revolução no concelho, com altas taxas de natalidade e saldo migratório positivo, esta segunda premissa a anteceder necessariamente a primeira.

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 19 Junho , 2015, 00:24

Nos últimos cinco anos a população portuguesa decresceu em cerca de 200.000 pessoas. Um número impressionante, considerando a atual cifra da população residente em Portugal: 10.374.822.

Aonde é que vamos parar é uma pergunta mais que justificada e que passa desde logo por uma resposta consensual: a população portuguesa vai continuar a diminuir.

Em edição recente, o jornal “Público”, dá-nos conta destes e doutros números e ainda de comentários proferidos, a propósito, pela Presidente da Associação Portuguesa de Demografia, Maria Filomena Mendes, que confessa a sua preocupação com a «rapidez do declínio populacional observado nos últimos anos em Portugal

Com a diminuição da população cresce o envelhecimento. E isto por várias razões. A taxa de natalidade tem declinado continuadamente, ao mesmo tempo que a esperança de vida tem aumentado. Por outro lado os jovens têm abandonado o país na procura de melhores condições de vida. E por outro lado ainda a taxa de imigração estrangeira decresceu nos últimos anos.

Os números são, de facto, assustadores. Transcrevendo o “Público”: «o índice de envelhecimento está de facto a aumentar inexoravelmente: se em 2004 por cada 100 jovens residiam em Portugal 108 idosos, este valor subiu para 141 no ano passado, revela o INE. Também o índice de dependência dos idosos continua a crescer: em 2004, por cada 100 pessoas em idade ativa, residiam em Portugal 26 idosos, valor que passou para 31 no ano passado.»

E prossegue o texto do “Público”: «Projeções divulgadas pelo INE em 2013 apontavam já para uma redução drástica da população em 2060. Se Portugal não conseguir aumentar a natalidade e os saldos migratórios continuarem negativos, dentro de 45 anos a população portuguesa poderá ficar reduzida a 6,3 milhões de habitantes e o índice de idosos por 100 jovens passará 464. Este é o mais pessimista dos três cenários traçados pelo INE. O mais otimista aponta para 8,6 milhões de residentes em 2060, mas para que isso aconteça será necessária uma recuperação da natalidade e o crescimento da imigração

Será que, em um qualquer cenário destes, Vila Cova ainda existe?

 

Nuno Espinal

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 17 Junho , 2015, 00:32

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 Tela, na Igreja dos Olivais, em Coimbra, em que Padre Fernando de Bulhões veste o hábito de frei e passa a ser Frei António

 

Que Santo António, (com nome de batismo Fernando de Bulhões), nasceu em Lisboa é uma verdade incontestável. Daí que os lisboetas o reivindiquem como seu. Que viveu em Pádua nos últimos dez anos de vida é outra verdade. E mais: falecido em Pádua, de acordo com os Cânones, têm razão os habitantes daquela cidade em o considerar como Santo António de Pádua.

Mas, se estas reivindicações bairristas colhem argumentos uma há que, pela qualidade argumentativa, suplanta aquelas duas.

Vamos, então, à narrativa com que se defende esta afirmação:

Fernando de Bulhões desde cedo sentiu um forte apelo à vida religiosa. E aos quinze anos não hesitou. Decidiu  ser   padre e fez o percurso da sua formação teológica em Coimbra, tendo sido ordenado Sacerdote na Congregação  dos Agostinianos, nesta cidade.

Já Padre, Fernando de Bulhões toma certo dia contacto com cinco frades franciscanos, com os quais manteve uma relação de amizade. Os cinco frades partiram um dia para Marrocos em missão missionária, retratando uma vida pobre e repleta de simplicidade e fé.

A sensibilidade de Padre Fernando foi espicaçada pela entrega daqueles frades a uma vida que era o espelho do exemplo de Cristo nas suas ações terrenas. E mais espicaçada o foi quando recebeu a notícia da morte daqueles frades, que regressaram cadáveres a Coimbra, após terem sido assassinados por pregarem o evangelho em África.

Foi então que Padre Fernando decidiu tornar-se frei a e adotar o nome de António, em cerimónia realizada em templo onde está hoje situada a Igreja dos Olivais em Coimbra.

Ora aí está! O nascimento religioso de Santo António é em Coimbra. Por isso, por maioria de razões, Santo António deve ser chamado, sim, Santo António de Coimbra.

 

Nuno Espinal

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 15 Junho , 2015, 23:07

Nos dias 8, 9 e 10 de Junho realizou-se em Arganil mais uma edição (a VII) da Feira das Freguesias. A União de Freguesias foi este anos representada, a nível de “tasquinhas”, por Casal de S. João. Vila Cova esteve representada, uma vez mais, pela nossa Flor do Alva.

 

Fotos: Manuel Fernandes e Manuela Antunes

 

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publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 14 Junho , 2015, 18:10

A forma trágica de ocorrência da morte de Mário Borges tem sido divulgado em  vários meios de comunicação social, em especial jornais da região centro. Na sua edição de hoje, domingo, o Diário de Coimbra noticia este trágico acidente com grande título na sua primeira página e desenvolvimento na última página, em que refere que a morte se deveu a afogamento, após o trator e a vitima terem caído num poço, na região de Tábua.

O corpo de Mário Borges ficará em câmara ardente, a partir do final da tarde de amanhã, na casa mortuária da Santa Casa de Vila Cova, estando marcado o funeral para terça feira, às nove e meia da manhã.  

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publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 13 Junho , 2015, 19:00

É com grande tristeza que comunicamos o falecimento do Sr. Mário Alexandre Fonseca Borges, de 34 anos de idade, conhecido por “Bogas”, residente em Vila Cova e casado com a Sr.ª Dª. Maria Isabel Lourenço da Silva.

Segundo informações que recolhemos no site da “Comarca de Arganil”, a morte do Sr. Mário Borges ocorreu esta manhã, perto de Midões e ficou a dever-se à queda num poço de 10 metros do trator que o próprio conduzia, quando procedia à limpeza de um terreno.

A notícia deste acidente trágico está a provocar uma onda de grande consternação em Vila Cova e ainda em S. Geraldo (Covas), localidade de onde a vítima era natural.

Apresentamos à família as nossas sentidas condolências.

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 13 Junho , 2015, 01:20

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Festejou-se o Santo António no Centro de Dia. E ingredientes típicos não faltaram: Uma sardinhada à maneira, marchas e bailarico, arco e balões e rosmaninho a arder, com o habitual salto à fogueira.

O “quanto baste” para que a evocação se fizesse. E mais não foi preciso porque animação e alegria não faltaram.

 

Fotos: Manuela Antunes

 

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publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 12 Junho , 2015, 00:43

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Fernanda Santana empenha-se, com a máxima dedicação, por conseguir captar a atenção e entrega dos utentes, de forma a que respondam a exercícios que têm por objetivo fundamental provocar-lhes o movimento mental.

-Tento estabelecer uma relação pessoal com cada um deles, de modo a perceber-lhes personalidades e interesses – diz-nos.

E acrescenta:

-De uns a entrega e imediata, de outros menos lesta, tudo tem de ser conseguido na base da confiança.

O objetivo é que os dias sejam passados com outra animação, que as atividades os distraiam e lhes provoquem respostas que estimulem as suas capacidades.

Há dias, do violão de Silvino Lopes, saiu uma melodia. Havia um aniversário e cantou-se a cantoria dos “parabéns”.

Foi diferente e foi bonito.

 

Nuno Espinal

Fotos: Manuela Antunes

 

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