publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 17 Junho , 2015, 00:32

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 Tela, na Igreja dos Olivais, em Coimbra, em que Padre Fernando de Bulhões veste o hábito de frei e passa a ser Frei António

 

Que Santo António, (com nome de batismo Fernando de Bulhões), nasceu em Lisboa é uma verdade incontestável. Daí que os lisboetas o reivindiquem como seu. Que viveu em Pádua nos últimos dez anos de vida é outra verdade. E mais: falecido em Pádua, de acordo com os Cânones, têm razão os habitantes daquela cidade em o considerar como Santo António de Pádua.

Mas, se estas reivindicações bairristas colhem argumentos uma há que, pela qualidade argumentativa, suplanta aquelas duas.

Vamos, então, à narrativa com que se defende esta afirmação:

Fernando de Bulhões desde cedo sentiu um forte apelo à vida religiosa. E aos quinze anos não hesitou. Decidiu  ser   padre e fez o percurso da sua formação teológica em Coimbra, tendo sido ordenado Sacerdote na Congregação  dos Agostinianos, nesta cidade.

Já Padre, Fernando de Bulhões toma certo dia contacto com cinco frades franciscanos, com os quais manteve uma relação de amizade. Os cinco frades partiram um dia para Marrocos em missão missionária, retratando uma vida pobre e repleta de simplicidade e fé.

A sensibilidade de Padre Fernando foi espicaçada pela entrega daqueles frades a uma vida que era o espelho do exemplo de Cristo nas suas ações terrenas. E mais espicaçada o foi quando recebeu a notícia da morte daqueles frades, que regressaram cadáveres a Coimbra, após terem sido assassinados por pregarem o evangelho em África.

Foi então que Padre Fernando decidiu tornar-se frei a e adotar o nome de António, em cerimónia realizada em templo onde está hoje situada a Igreja dos Olivais em Coimbra.

Ora aí está! O nascimento religioso de Santo António é em Coimbra. Por isso, por maioria de razões, Santo António deve ser chamado, sim, Santo António de Coimbra.

 

Nuno Espinal

 


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