publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 17 Fevereiro , 2015, 22:03

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A vida é tanto e em nada se desfaz

E o tempo nunca, nunca, volta para trás

Tudo esperamos, mas já nada nos apraz

E o tempo urge, nesta luta tão fugaz

 

Todos os dias numa gana desmedida

Saltas da cama para fazer frente à vida

Tantas vontades diferentes à partida

E uma certeza – a incerteza da corrida

 

Sem perceber o tempo passa e desgasta

A força pura que pensamos que nos basta

A pouco e pouco, martiriza e devasta

E nos atira para longe e nos afasta

 

Quando tentamos inverter esse sentido

Que, percebemos, ser o que não foi escolhido

Já não podemos, não há outro. Estás perdido

Sentes de novo esse erro cometido

 

Que te levou a essa angústia a esse medo

E sem querer te empurrou para o degredo

Onde esqueceste a tua alma, o teu segredo

E que te faz fugir de ti num arremedo.

 

A vida é isto – uma perfeita ilusão

Que implantaram com perícia e precisão

Em cada peito, no lugar do coração,

Bem camuflada sem gerar a confusão

 

Para que todos sem saber e sem pensar

Gastem a vida sem prazer a trabalhar

Sempre a correr, sempre a dormir, sempre a sonhar

Todos unidos formatados a pasmar

 

Assim se riem os senhores donos do mundo

De tanta gente sem saber como é profundo

O estilete que espetaram frio e imundo

Nesse futuro que ainda pensam que é fecundo…

 

Silvino Lopes


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