publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 04 Fevereiro , 2015, 12:34

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“Travestis” em Carnaval de 1955. Da esquerda para a direita: Artur Leitão, Zé Lourenço, Abílio Fonseca, Albano Lourenço, Laurentino Marques Costa, António Ribeiro (Torrito), Zé Caetano e António Ribeiro (Parrana)

 

Aproxima-se o período das festas de carnaval. Nos tempos de hoje o conceito do que é apelidado de “festa popular” passa pela organização de espectáculos, em muito, na base do produto visual e tecnológico, mais ou menos sofisticado, consoante a dimensão e capacidade económica subjacentes.

Cria-se uma dicotomia. De um lado o palco, onde há exibição de artistas, do outro espectadores. Veja-se o caso das Festas de S. João em Vila Cova. Há o palco, onde artistas se exibem em espaço bem determinado, realçado até pela profusão dos adereços que integram a sonoplastia, a luminotécnia e diversificados efeitos visuais. Do outro lado um outro espaço, que integra o espectador, a quermesse e o bar.

Dois espaços nitidamente marcados e diferenciados.  

Antes o espaço da festa era partilhado, o espaço da festa era um só,  fosse preenchido com mordomos, filarmónicos ou populares. Todos eram parte do mesmo, não havia, como hoje, o artista "tout court".  

Veja-se ainda o caso das festas de carnaval que se organizam país fora. O palco está nas vias públicas, os artistas estão no corso, que é antecipadamente estruturado e organizado. A plateia, que assiste ao espectáculo, estende-se nas bermas da estrada, nos passeios das avenidas, das ruas, formando um outro espaço. Dicotomia de funções e dicotomia de espaços.

Antes o espaço era um único. Mascarados e populares sem espaços específicos, em interação constante.

(Ah, Como se recordam os famosos bailaricos no "Posto de Socorros"!)

De facto, o espaço, analisado no seu uso, função e percepção, é um factor explicativo de transformações económicas, técnicas, sociais e culturais.

 

Nuno Espinal

 


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