publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 20 Dezembro , 2014, 22:56

 

Desde 2008 que estou ligado a Anceriz.

Aqui “assentei arraiais” com a minha esposa, sendo ambos residentes permanentes na aldeia desde 2013.

Nos primeiros anos, condicionados pelas vivências profissionais, a espaços (férias e alguns fins de semana – que a Galp e a Brisa não perdoam) visitávamos a aldeia.

Aos poucos fomos conhecendo as gentes e os locais (fonte do meio, fonte do Arco, capela de Nª Sra. De ao pé da Cruz, de Stª António, o vale, as quelhas, as Eiras).

E foram as pessoas, para além da paz do local, que nos cativaram.

A simpatia e boa vontade com que nos acolheram, geraram da nossa parte um ainda maior respeito por todos.

A alegria que transmitem quando contam as suas histórias, superam as agruras de uma vida diária de sacrifícios, marcada em tantos rostos que, ao invés de os deformar, lhes transmite uma doçura serena e lhes realça o sorriso.

Muito temos aprendido com todos, mas permitam-me destacar os mais idosos, pela sabedoria que transportam e pelas histórias que nos contam, muitas delas, acompanhando-os desde as suas meninices.

Foi através destes momentos, que me apercebi que as Eiras eram um local onde a palavra “Tradição” estava enraizada naquelas pedras, naquele coreto.

Desde muito pequeno que conheço Vila Cova, onde nasceu meu avô paterno – Silvino Lopes, o Bogalhas – e desde jovem que conheço Anceriz, onde assisti a algumas festas, quando em Vila Cova passava férias. Essas festas foram sempre… nas Eiras.

As fotos antigas que vejo de Anceriz, quase todas foram tiradas… nas Eiras.

Por isso, não posso deixar de sentir uma certa nostalgia, mesmo tristeza, quando vejo desaparecer um local que me habituei a respeitar e onde registei alguns dos momentos mais alegres da comunidade, principalmente em Agosto, durante as festas.

Por certo que existirão os Projectos da obra, que estiveram disponíveis, nos prazos legais, à consulta pública, que tem como finalidade “melhorar” o local e com isso, proporcionar uma melhor qualidade de vida à população.

Também é verdade que, derivado à minha “recente” mudança para o concelho, aliada à minha preguiça em procurar as coisas (tão natural neste país – mas que não é desculpa), não me informei acerca do que já há tempos atrás tinha ouvido falar. Se calhar, se tenho conseguido vencer a inércia e me tenho deslocado à sede da União de freguesias ou aos serviços da Camara Municipal, encontraria o que hoje desconheço (Mea Culpa).

No entanto, apenas sou da opinião que, talvez, o projecto da obra poderia ter sido mais amplamente divulgado, não só no boletim on-line da autarquia, como nos jornais regionais – ou mesmo nos placards da União de freguesias.

Enfim. Espero, como o amigo Manuel Fernandes, que tudo o que parece ter começado de repente e quase sem explicação, se transforme num belo presente de natal para todos os Gorgulhos e se torne numa mais-valia para a aldeia e para o concelho, neste ano de 2015, que se quer próspero, mas se adivinha… difícil, vejam lá bem.

Não se esqueçam, porém, da recente “mais-valia” (mais valia terem ficado quietos) introduzida em Vila Cova de Alva – AS OBRAS NA ESCADARIA DO CONVENTO – monumento em xisto e que levou Vila Cova a ser nomeada “Aldeia de Xisto” – e onde, parece ter saído o “tiro pela culatra”, a quem “disparou” tão bela ideia.

Não duvido das boas intenções de quem pensa, projecta, discute (?) e aprova este tipo de obras. Mas de boas intenções…

 

Silvino Lopes


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 20 Dezembro , 2014, 22:23

 

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