publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 13 Novembro , 2014, 22:31

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É uma questão que se arrasta há muitos anos e que teima em permanecer sem resolução que se vislumbre.

Refiro-me à degradação, a cada dia que passa, de parte dos templos religiosos de Vila Cova, com valores históricos e artísticos que superam a grande maioria das obras que, neste concelho de Arganil, têm tido investimentos de milhões.

Valha-nos, contudo, ainda que provavelmente a sua ação não atinja resultados significativos, o empenho e dedicação, sob a forma de alerta e protesto, do deputado do Partido Comunista da Assembleia Municipal do Concelho de Arganil, de nome António Lopes que, nem sendo de Vilacovense, insiste em evidenciar a situação de ignorância a que as autoridades têm votado um filão no concelho que se chama Vila Cova de Alva, pela sua riqueza de património histórico e religioso.

Claro, que os templos são propriedade da Igreja. Mas também é verdade que são reconhecidos como de valor público. Daí que a responsabilidade do Estado não possa, de modo nenhum, ser branqueada.

As obras, a concretizar-se, reclamarão, por certo, uns bons milhares de Euros (estamos a referir-nos, em especial, aos caixotões que integram telas pintadas no teto da Matriz e à sacristia e órgão de cravo da Igreja do Convento).

Mas, os anos têm passado e, mesmo com apelos e diligências de gente sensibilizada para esta causa, Vila Cova não tem merecido a atenção de quem, ao longo dos anos, poderia intervir, pelo poder e meios de que dispõem.

Ainda, assim, saúde-se a ação e dedicação de alguns. Na contemporaneidade, volto a destacar o empenho do Padre Rodolfo, nas obras importantes que já fez e estão em curso na Matriz, nomeadamente o telhado, a pintura de paredes e o arranjo da talha do altar principal. E, porque sinceramente me sensibilizou, o empenho do Eng. António Lopes, pelo ardor com que se tem dedicado ao incentivo em prol de Vila Cova. “É um lírico” – há quem diga. Um nadinha talvez o seja, há que admitir, mas quem nos dera que muitos “líricos” houvesse e que no mínimo funcionassem como verdadeiras “chapadonas” ao amorfismo de muitos.

 

Nuno Espinal


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