publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 20 Outubro , 2014, 10:46

É com grande consternação que informamos o falecimento da Sr.ª Dr.ª Leonor Gouveia Alves, esposa do nosso conterrâneo Dr. José Manuel Oliveira Alves, atual Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Irmandade da Santa casa de Vila Cova de Alva.

A Dr.ª Leonor Alves, que já há bastante tempo padecia de uma doença incurável, faleceu a noite passada.

O corpo encontra-se na Igreja de Nossa Senhora de Lourdes, em Coimbra, onde será velado.

Amanhã realizar-se-á a Missa de Corpo Presente, às 10 horas, seguindo-se o funeral para a Figueira da Foz, onde se efetuará a cremação.

Nesta hora difícil porque passa, enviamos um abraço muito comovido e solidário ao Dr. Oliveira Alves e apresentamos as nossas condolências a toda a família.


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 19 Outubro , 2014, 19:16

Em mais um jogo treino, o Vilacovense obtém uma retumbante e expressiva vitória, confirmando a superioridade que já tinha demonstrado no jogo efetuado a semana passada. Inteligente visão do seu treinador, ao aplicar um sistema tático de jogo ofensivo, que confundiu a equipa adversária, constantemente assolada pelo ataque dos vilacovenses.

 

Nuno Espinal/Fábio Leitão


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 19 Outubro , 2014, 00:58

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Quando há dias escrevi uma alocução caracterizadora da “Mulher da Beira”, pude perceber, em alguma pesquisa que fiz, da imensa desigualdade de direitos, entre homens e mulheres, que marcou, praticamente, quase todo  o século XX.

Entre outras restrições, que consagravam um tratamento de desvalor da mulher perante o homem, estava o direito de sufrágio.

Por exemplo, a I República Portuguesa, implantada em 1910, não permitia o sufrágio feminino.

Em 1920, a Comarca de Arganil, escrevia na sua 1º página, de uma publicação de 15 de Janeiro, o seguinte:

“Os deputados socialistas devem apresentar em breve ao Parlamento Português o anunciado projeto de lei conferindo o direito de voto a todas as mulheres de 21 anos, que saibam ler e escrever e o direito de serem eleitas a todas as que, sabendo igualmente ler e escrever, tenham mais de 25 anos”.

A notícia, muito lacónica, mais não diz. O que se sabe é que só em 1926 foi atribuído à mulher portuguesa, desde que «chefe de família», o voto nas eleições, exclusivamente, e não mais do que isso, para as juntas de freguesia.

Entretanto, o Decreto n.º 19 694, de 5 de Maio, de 1931, estipulava que «as mulheres, chefes de família viúvas, divorciadas ou separadas judicialmente e tendo família a seu cargo, e as mulheres casadas cujo marido está ausente nas colónias ou no estrangeiro» podiam pertencer a corporações administrativas inferiores.

Com o tempo, os direitos das mulheres na sua afirmação sufragista foi ganhando valias, e já em 1934 eram eleitas três deputadas à Assembleia Nacional.

Já no “Consulado Marcelista”, a Lei Eleitoral n.º 2317, de 26 de Dezembro de 1968 tentou diminuir a discriminação sexual, com o alargamento do número de votantes a todos os que soubessem ler e escrever.

Contudo,  seria o 25 de Abril de 1974, com a lei n.º 621/74 de 15 de Novembro, que consagraria não só o direito de voto universal em Portugal, mas também a absoluta igualdade de direitos, sem discriminação de géneros, entre homens e mulheres.

Pese embora  a lei estipular esta igualdade de direitos, plasmada como direito fundamental na Constituição da República, muitas são as manifestações permanecentes de poderes por parte do homem sobre as mulheres, que não só a discriminam como a tornam mesmo vítima de violências que, tantas vezes sem aplicação da judstiça, lhes são perpetradas.

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 15 Outubro , 2014, 23:51

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Chamavam-lhe o “ti” Zé da Laura. Dele muito pouco sei. Apenas uma muito breve história que se encaixa, na perfeição, nesta foto, em que o nosso “ti” Zé surge na sua farda de militar, antes da sua incorporação no corpo expedicionário que iria combater em França, na Grande Guerra Mundial de 1914-1918 cuja efeméride tem sido comemorada pelos seus 100 anos.

O nosso militar foi um dos vilacovenses que aquela guerra apanhou nos seus vinte anos de idade ou pouco mais. Terá partido para França, integrado num contingente militar, em 1916 ou talvez 1917. Entretanto por lá andou, em frentes de combate, até que um dia a notícia chegava brutal a Vila Cova, dando-o como falecido em combate. A família chorou-lhe a morte e cobriu-se de luto. 

Veio o armistício proposto pelos aliados e aceite pela Alemanha em 11 de Novembro de 1918.  

Em Janeiro de 19, os familiares do soldado Zé aqueciam-se, já noite, na lareira da sua casa da Rua do Outeiro. De repente alguém abre a porta. “Não podia ser. O quê, ele o Zé? Ah, não, era por certo alma do outro mundo”. Fugiram espavoridos, e só momentos depois e ainda a muito custo acabariam por, já recompostos, aceitar a realidade. Era de facto o Zé, bem vivinho, ainda que morto, isso sim, de fome e sede.

Afinal tinha sido feito prisioneiro e, já desaparecido, foi dado como morto.

 

 

 

Nuno Espinal            


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 13 Outubro , 2014, 21:05

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No “Dia Mariano” foram homenageadas “mulheres escolhidas pelas suas próprias paróquias como símbolo da fertilidade, profunda generosidade, trabalhadoras incansáveis, lutadoras indomáveis que fizeram de nós aquilo que hoje somos – beirões de gema com orgulho de ter nascido nas abas da serra do açor”.

Dez paróquias, dez mulheres, que “foram uma representação de todas as mulheres das terras de cada um, em resumo, do alto concelho”.

A representar a Freguesia de Vila Cova foi escolhida a Srª Dª Idalida de Jesus Alves, de 93 anos, os quais, curiosamente, completa hoje, dia 13 de Outubro.

À Srª. Dª. Idalida Alves, natural e residente em Casal de São João, os nossos Parabéns pela merecida homenagem que lhe foi prestada e pelo seu aniversário.

Na cerimónia com que foi distinguida, antes de lhe ser ofertada, pelas mãos do Presidente da Junta uma lembrança, o Sr. Luís Moura, que fez a apresentação de toda a cerimónia, leu o seguinte texto, referindo-se à homenageada:

 

“Desde jovem viveu e cresceu na Quinta dos Vales, tendo ficado viúva por duas vezes.

Não teve filhos e vive hoje com os seus afilhados Maria de Lurdes e Adosindo Dias na sua aldeia natal.

A maior distancia que percorreu ao longo da sua vida foi uma viagem a Fátima e à Figueira da Foz onde em tempos viu o mar. Recorda-se das amarguras da vida, da miséria e dificuldades por que passou. Apesar disso, orgulha-se de ter sido sempre uma mulher saudável, fruto do trabalho na terra que foi sempre o seu sustento.

Idalina Alves é uma pessoa que sempre foi muito respeitada na sua aldeia, pois sempre manifestou uma conduta amistosa para os seus conterrâneos.

Discreta, nunca se envolveu em problemas, granjeando grande simpatia das pessoas da sua freguesia.

Por tudo isso, a freguesia de Vila Cova do Alva, entende ser uma digna representante do papel da mulher beirã.”

 

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Fotos: Manuel Fernandes

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 13 Outubro , 2014, 00:13

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Pois é! O Tó Cruz apareceu. E com a promessa de estar nos almoços da Malta em Vila Cova. Mas até lá, aqui ficam dois apontamentos do convívio que fizemos num restaurante em Lisboa.

E o Tó veio de propósito de Aveiro para estar com alguns da Malta. Foi uma jornada de alegre disposição em que, do bom manjar proporcionado pela ementa, foram os abraços que trocámos o melhor da “festa”.

Agora é aguardar por Maio para ser o pleno.

 

Quim Espinal

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Tó Cruz e esposa


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 12 Outubro , 2014, 19:56

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A sangria que o Vilacovense sofreu de jogadores fazia prever o pior. Mas descansem os adeptos. Saíram uns, alguns de boa valia, mas os que entraram não ficam atrás dos “desertores”. De facto, no jogo treino hoje efetuado no seu próprio campo, o Vilacovense, que teve neste amigável a oposição da equipa de S. Martinho, mostrou boa estrutura coletiva, bons pormenores individuais, um fio de jogo baseado na troca de bola, ora com passes curtos, ora com passes longos a pingar o esférico na grande área adversária, apenas com um detalhe, que por certo será resolvido, que é o de um jogador com acuidade de área.

O resultado verificado (vitória do Vilacovense por um zero) não espelha a superioridade demonstrada pela nossa equipa, que dispôs de um bom número de oportunidades que poderiam ter resultado em golos..

Entretanto, a equipa esta época passa a ser orientada por um seu ex-jogador: António Pereira.

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 12 Outubro , 2014, 17:51

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O Padre Rodolfo Leite continua a surpreender. Já nem pela sua criatividade, em termos das iniciativas e da qualidade com que as incorpora. A isso já nos habituámos. Mas, desta vez, mais pelo número de pessoas que arregimentou, as quais, aos acontecimentos que protagoniza, aderem voluntaria e felicissimamente.

Dez são as paróquias nas quais pastoreia o nosso Padre Rodolfo. No seu conjunto não terão mais que umas cinco mil almas. Pois ontem, sábado, na sua jornada mariana, o Padre Rodolfo juntou um número de paroquianos que rondou, seguramente, os mil. Impressionante, de facto.

O “Dia Mariano” iniciou-se, cerca das duas e meia da tarde, com a procissão, a mais extensa de que me lembro no concelho de Arganil, na qual se integraram Irmandades de todas as paróquias, com os respetivos estandartes, para além de andores com imagens diversificadas na simbologia da Virgem Maria e as três filarmónicas representativas do espaço paroquiano do Padre Rodolfo, nomeadamente, a nossa “Flor do Alva” e as filarmónicas do Barril e de Coja.

Vila Cova esteve presente, para além da Flor do Alva, com a Irmandade da Santa Casa De Misericórdia e o andor de Nossa Senhora da Natividade.

Após a Missa, celebrada no Parque Verde de Coja, houve uma homenagem à mulher beirã, com uma alocução que eu próprio proferi e um reconhecimento, por razões aduzidas aos mil paroquianos que em circunstância alguma desmobilizaram, a senhoras em representação de cada uma das paróquias.

A cerimónia terminou com uma breve intervenção do Presidente da Câmara.

 

Texto: Nuno Espinal

Fotos: Manuel Fernandes

 

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publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 10 Outubro , 2014, 23:16

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Anoitece em Vila Cova:

Oiço ladrar!

-É o Pirata, é o Pirata!

O Pirata era o cão de meu avô.

Oiço ladrar!

Um som prenhe no passado.

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 07 Outubro , 2014, 23:29

 

Após o desfecho da II Guerra Mundial e as derrotas de regimes fascistas e ditatoriais na Europa, o “Estado Novo” evidenciava alguma crise, acossado pela pressão de organizações oposicionistas, que congregavam largos apoios da intelectualidade e do meio operário urbanos.

 Na própria Assembleia Nacional e em sectores da elite portuguesa apoiante do regime é perceptível alguma atitude crítica, ainda que haja uma figura que sempre emergiu com total consensualidade como alvo de elogios: Salazar

 A figura de Salazar afirmou-se cada vez mais como um baluarte do regime e por interesse do regime empreendeu-se para com Salazar uma representação social de quase deificação.

 Na sociedade portuguesa, marcada por uma predominância agrária até meados do século XX, era considerável o assentimento passivo para com a elite governante salazarista, devido, em grande parte, ao baixo índice cultural em que a generalidade da população mergulhava.

 A Santa Casa de Misericórdia de Vila Cova de Alva não fugiu à regra e veja-se a reverência para com Salazar, conforme se constata em Acta de 1948:

 

“Aos vinte e cinco do mês de Abril de mil novecentos e quarenta e oito /…/. Foi pelo Provedor lembrado e proposto que ocorrendo no próximo dia 27 do corrente o aniversário da investidura do Dr. Oliveira Salazar na Pasta das Finanças lhe fosse enviado um telegrama de felicitações e saudação. /…/.

 

Claro, a proposta foi aprovada por unanimidade e o telegrama lá seguiu direitinho para o Gabinete de Salazar.

 Entretanto, era a seguinte a "Mesa Gerente" que assinou a Acta:

 Povedor: Bernardo de Figueiredo

Vice-Provedor: Francisco Lopes de Oliveira

Secretário: Padre Januário Lourenço dos santos

Tesoureiro: Jorge de Almeida

Vogal: José Augu

Vogal: Alfredo Caetano

 

 

Texto: Nuno Espinal


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Uma foto lindíssima.
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