publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 19 Outubro , 2014, 19:16

Em mais um jogo treino, o Vilacovense obtém uma retumbante e expressiva vitória, confirmando a superioridade que já tinha demonstrado no jogo efetuado a semana passada. Inteligente visão do seu treinador, ao aplicar um sistema tático de jogo ofensivo, que confundiu a equipa adversária, constantemente assolada pelo ataque dos vilacovenses.

 

Nuno Espinal/Fábio Leitão


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 19 Outubro , 2014, 00:58

IMG_2908.jpg

Quando há dias escrevi uma alocução caracterizadora da “Mulher da Beira”, pude perceber, em alguma pesquisa que fiz, da imensa desigualdade de direitos, entre homens e mulheres, que marcou, praticamente, quase todo  o século XX.

Entre outras restrições, que consagravam um tratamento de desvalor da mulher perante o homem, estava o direito de sufrágio.

Por exemplo, a I República Portuguesa, implantada em 1910, não permitia o sufrágio feminino.

Em 1920, a Comarca de Arganil, escrevia na sua 1º página, de uma publicação de 15 de Janeiro, o seguinte:

“Os deputados socialistas devem apresentar em breve ao Parlamento Português o anunciado projeto de lei conferindo o direito de voto a todas as mulheres de 21 anos, que saibam ler e escrever e o direito de serem eleitas a todas as que, sabendo igualmente ler e escrever, tenham mais de 25 anos”.

A notícia, muito lacónica, mais não diz. O que se sabe é que só em 1926 foi atribuído à mulher portuguesa, desde que «chefe de família», o voto nas eleições, exclusivamente, e não mais do que isso, para as juntas de freguesia.

Entretanto, o Decreto n.º 19 694, de 5 de Maio, de 1931, estipulava que «as mulheres, chefes de família viúvas, divorciadas ou separadas judicialmente e tendo família a seu cargo, e as mulheres casadas cujo marido está ausente nas colónias ou no estrangeiro» podiam pertencer a corporações administrativas inferiores.

Com o tempo, os direitos das mulheres na sua afirmação sufragista foi ganhando valias, e já em 1934 eram eleitas três deputadas à Assembleia Nacional.

Já no “Consulado Marcelista”, a Lei Eleitoral n.º 2317, de 26 de Dezembro de 1968 tentou diminuir a discriminação sexual, com o alargamento do número de votantes a todos os que soubessem ler e escrever.

Contudo,  seria o 25 de Abril de 1974, com a lei n.º 621/74 de 15 de Novembro, que consagraria não só o direito de voto universal em Portugal, mas também a absoluta igualdade de direitos, sem discriminação de géneros, entre homens e mulheres.

Pese embora  a lei estipular esta igualdade de direitos, plasmada como direito fundamental na Constituição da República, muitas são as manifestações permanecentes de poderes por parte do homem sobre as mulheres, que não só a discriminam como a tornam mesmo vítima de violências que, tantas vezes sem aplicação da judstiça, lhes são perpetradas.

 

Nuno Espinal


comentários recentes
Pode publicar. Achamos importante que o faça. Obri...
É uma informação muito importante.Espero que não s...
O texto relaciona.se, de facto, com minha tia e ma...
Sim, de facto Maria Espiñal, minha tia, era escrit...
Minha Mãe sempre me disse que a madrinha dela era ...
Uma foto lindíssima.
Olá :)Estão as duas muito bonitas.Ainda bem que a ...
PARABÉNS à nossa FILARMÓNICA!
O post anterior é assinado por mim Nuno Espinal
Não estive presente no jogo e nunca afirmo o que n...
Outubro 2014
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4

5
6
7
8
9
11

14
16
17
18

21
23
25

31


pesquisar neste blog
 
subscrever feeds