publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 15 Agosto , 2014, 00:24

 

Foto de arquivo

 

 

Os fins-de-semana de verão, conforme é habitual ano após ano, não estão a dar descanso aos músicos da Flor do Alva. Depois de no passado dia 10 terem atuado em Balocas (Tábua), na festa em honra da Rainha Santa Helena, eis que sexta, sábado e domingo próximos se perspetivam por uma intensa agitação.

Assim esta sexta, ou seja já hoje, vão estar dentro de portas a fim de darem ânimo ao piquenique que a própria Filarmónica organiza.

Sardinhas assadas, broa, febras, sandes de carne, bom vinho, bolos lêvedos e outros apelativos “comes e bebes” serão ingredientes de um menu bem ao jeito do sabor popular.

Mas atenção: os que lá forem preparem uns euritos para a aquisição de umas rifas que irão contemplar a sorte de alguns. Eis os prémios:

 

1º leitão assado ( o felizardo que o receber em sorte escolherá uma a data a fim de receber o bichano já assado) 

2º máquina de café 

3º micro ondas

4º garrafa de whisky

5º garrafa de vinho do Porto

 

No Sábado, dia 16 de agosto, a Flor do Alva participará nas Festividades em Anceriz, em Honra de Nossa Senhora de ao Pé da Cruz, exibindo-se com a realização de um concerto.

 

No Domingo, dia 17 de agosto, a nossa Filarmónica estará presente nas Festividades em Maladão (Arganil), em Honra de São Joaquim, Nossa Senhora de Fátima e Nossa Senhora da Boa Viagem.

Ainda neste mesmo dia, da parte da tarde, participará nos Festejos em honra de São Simão, na localidade do concelho de Tábua, que tem o mesmo nome do seu Santo Padroeiro.

 

 

Fábio Santos

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 14 Agosto , 2014, 02:00

Recordam-se do “Ti” Luís Tareso? Quem não de lembra, de entre os que com ele conviveram?

Tinha um comportamento especial, daqueles que o vulgo distingue como “castiço” ou “típico”, o gesto nervoso, de movimento apressado em passo miúdo, bem adequado à pequenez física da sua figura.

Sacristão, por mester, diariamente, cumpria, com todo o zelo e rigor, as tarefas que a função lhe exigia, desde as práticas do culto religioso, ao tocar do sino, fosse nas Avé Marias diárias, fosse nos anúncios das práticas litúrgicas, ou nos dolorosos e tristes toques a finados.

Apreciava-se-lhe a atitude. E mais se apreciava quanto o Sr. Luís tinha, pelos bens da Igreja, uma entrega às suas defesa e conservação. De facto, era um homem verdadeiramente talhado para a função que o destino lhe talhara: ser sacristão.

Ora, na Semana Santa, a imagem do Senhor dos Aflitos, de estrutura articulada, era trasladada da Igreja do Convento, onde residia o ano inteiro, para a Matriz. A imagem era tida como muito valiosa e, por tão valiosamente avaliada, criou-se o mito que até era de marfim.

O transporte fazia-se a cargo de quatro homens que, com uma espécie de padiola, carregavam o corpo do agonizado Cristo. Cuidadosamente e com todo o zelo empenhavam-se nesta tão compenetrada missão. Só que um dia, já lá vão mais de sessenta anos, o piso molhado de uma chuvada vertida nas pedras irregulares e escorregadias da rua direita, já nem longe do Adro, fez escorregar as tamancas de um deles. E pumba! O consequente trambolhão e a imagem do Senhor a sofrer, em desamparo, o embate das duras pedras da calçada. E eis que se lhe desarticulam peças. Braços e pernas, cada um para seu lado, e até houve quem dissesse que a cabeça de Cristo se descolou do próprio pescoço. Um cenário confrangedor.   

E de tão confrangedor e dramático que os olhos de algum pessimismo do Ti Tareso viram para além do que na verdade acontecera. À mera desarticulação de partes do todo, que era o Corpo do Senhor dos Aflitos, o Sr. Luís teve como que uma alucinação e não é que viu a santa imagem estilhaçada em pedaços?

Oh, Deus! Ei-lo, em alvoroço, a irromper Praça dentro, em gritos alucinantes, mãos a apertar a cabeça, a bradar a quem o quisesse ouvir: “Ai que desgraça! Ai que acabaram de partir o Nosso Senhorzinho feito de marfinzinho! Ai que desgraça! Ai que acabaram de partir o Nosso Senhorzinho feito de marfinzinho!”

 

De quando em quando, na Igreja do Convento, quedo-me em deslumbre à imagem, sem quebrados e bem inteirinha, do Senhor dos Aflitos. E c’um raio! Então não é que, ainda outro dia, o doloroso rosto do Senhor me esboçou um sorriso, em evocação a esta história do “Ti Luís Tareso”?!

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 12 Agosto , 2014, 23:37

publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 12 Agosto , 2014, 23:06

publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 11 Agosto , 2014, 19:20

 

 

Um pouco por todo o país tem ocorrido a data  dos “quinhentos anos” da atribuição de carta de foral pelo Rei Dom Manuel I.

Ora, diz-se foral, ou carta de foral, ao diploma que, desde o século XII, era concedido pelo rei, ou por um senhorio laico ou eclesiástico, a determinada terra, contendo normas que regulavam as relações dos seus povoadores ou habitantes entre si e destes com a entidade outorgante.

Ainda que inicialmente não se vislumbrassem grandes diferenças entre as cartas concedidas pelo rei e as outorgadas pelos senhores, fossem senhorios ou eclesiásticos, contudo, já nos séculos XIII e XIV, a concessão de foral pelo próprio rei pressupunha um ato libertador das populações relativamente às leis e justiça senhorial.

Entretanto, ao longo do século XV, o fortalecimento do poder real e das leis gerais conduziu ao declínio das instituições concelhias, o que provocou uma perda da anterior importância dos forais, ficando reduzidos a meras normas aplicadores de impostos.

É com a reforma de Dom Manuel I que os forais retornam a uma atualização dos privilégios e dos encargos das localidades. A reforma abrangeu 596 forais, os chamados “Forais Novos”, entre os quais se contam os de Vila Cova, Coja e Avô, que foram outorgados pelo Rei em 1514.

É nesta evocação histórica que, na nossa vizinha aldeia de Avô, foram comemorados os quinhentos anos da concessão à localidade do foral pelo nosso rei Dom Manuel I, o que originou um conjunto de manifestações de recriação da época, que ontem teve, num cortejo com dezenas de figurantes com trajes a dramatizarem costumes e usos de então, o ponto mais alto.

A evocação terminou com a população residente e muitos forasteiros a  assistirem, no Largo do Pelourinho, à cerimónia que recriou a entrega do foral pelo rei Dom Manuel a autoridades da vila de Avô.

De facto, momentos vividos em Avô de grande significado histórico e, indiscutivelmente, promotores da identidade da povoação.

E em Vila Cova de Alva?

A primeira notícia que há conhecimento, sobre a aquisição de um foral, refere o que foi concedido pelo Bispo de Coimbra, D. Estêvão Anes Brochado, entre os anos de 1312 e 1314, foral este confirmado por D. João Galvão, Bispo de Coimbra, a 14 de Janeiro de 1471.

Coma a reforma que se batizou pelo seu próprio nome, Dom Manuel I confirmou de novo este foral, em 22 de Setembro de 1514.

Ora, estamos a pouco mais de um mês para os “500 anos” da atribuição do foral manuelino.

E fica a questão, formulada a quem de direito. Não está prevista nenhuma evocação, por muito simples que seja, desta data de tão grande valor histórico para Vila Cova de Alva?

 

Nuno Espinal

 

  


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 09 Agosto , 2014, 21:14

 

 

O grupo de teatro “Os Gorgulhos/Teatro na Serra”, está verdadeiramente em alta e a confirmá-lo atente-se só aos espetáculos que têm programados, com a sua peça “AX’ISTO MUITO ESTRANHO”.

Dias 13 e 21 de agosto, em Arganil, às 14h30m no Auditório Biblioteca Miguel Torga

E Dia 14  em Coja , também às 14h30m no Auditório Casa do Povo de Coja, espetáculos estes integrados nas actividades das bibliotecas do concelho.

Entretanto, Dia 17 de agosto em Anseriz, às 20h30m, espetáculo integrado no programa de festas de Nossa. Senhora de Ao Pé da Cruz – Anseriz.

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 07 Agosto , 2014, 18:35

 

 

 

O Grupo Desportivo Vilacovense, participou mais um ano nos festejos de Vila Franca da Beira, a convite da União Desportiva daquela localidade.

O encontro realizou-se no passado fim de semana e este ano, apresentámo-nos desfalcados da participação de atletas mas nem por isso o encontro deixou de se realizar em pleno espírito de desportivismo, ambas as equipas partilharam atletas e no final nem o resultado interessou com 4-1 a favorecer a equipa da casa, o Vilacovense pode ainda assim arrecadar um troféu notório da sua participação neste encontro.

No final do encontro ambas as equipas puderam degustar um saboroso jantar em pleno ambiente de convívio oferecido pela Associação local.

A direção do Grupo Desportivo agradece à União Desportiva Vilafranquense pela receção à nossa Instituição, bem como à União de Freguesias de Ervedal e Vila Franca da Beira pela oferta do troféu.

Agradecemos ainda ao treinador Rui Mota pelo empenho neste encontro, bem como aos atletas que nos acompanharam neste evento.

 

A Direção

Andreia Paiva


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 06 Agosto , 2014, 19:37

Aos poucos, Vila Cova vai recebendo visitantes. Alguns de passagem fugaz, outros um pouco mais demorados. Mas, nada é como dantes. Tanta a mudança que se percebe. Dos que vêm, dos que estão. Progressivamente, esvai-se o sentido de comunidade que em tempos existia, o sentimento de agregação, de pertença a um todo, em coletivismo fundado pela vivência de vizinhança, pelo hábito e pela memória, pelo local de nascimento, pelas relações de trabalho. O fenómeno é geral. Vila Cova, Coja, Barril e por aí fora, um tanto por todo o país, por todo o mundo.

Nas aldeias, o indivíduo abre-se ao exterior, ou porque emigra e abandona o domicílio, ou porque profissionalmente outros locais o deslocam diariamente.

Há os “média” e a “internet”, novos ambientes a proporcionarem outros e novos saberes, outras perspetivas, a reformularem interesses, a criarem novos interesses.

Veja-se só: em Coja, dia 16 de agosto, um festival de rock. Impensável, aqui há uns anos. Mas, a mudança segue a ritmo impressionante. Nada a dizer. Os tempos a imperarem novas vontades.

E em Coja vai ser assim. Palco gigante, decibéis a perfurar tímpanos, projetores aos magotes e efeitos visuais, cerveja, muita cerveja.

Salvas as devidas dimensões e proporções, tudo igual a outros lados, tudo em uniformidade, em conformidade.

-É bom para o comércio local, ouve-se dizer.

Claro, a lógica de mercado, para não variar…

 

Nuno Espinal

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 04 Agosto , 2014, 21:00

publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 04 Agosto , 2014, 00:25

 

 

A voz, em Ana Lains, é um atributo. A presença é outro. O saber estar outro ainda. O bom gosto e o apego à seriedade cultural outro mais. Um conjunto de predicados e, neste espetáculo das Noites de Verão, acontece o óbvio: o espectador cativado.

Mas, mais: a excelência dos músicos (os "Portugalis"), os temas escolhidos, os originais e arranjos, a Música Portuguesa. A Música Popular Portuguesa.

Houve Fado, o Menor e o Mouraria. Houve Portugalidade.

E em abono ao espetáculo, um beirão, um beirão da nossa Beira, de nome Fernando Pereira: Porto da Balsa, Sorgaçosa, concelho de Arganil.

Emoção, muita emoção.

Grande espetáculo!

Valeu a pena. Valeu mesmo a pena. E tão poucas vezes vale a pena. Em anos, contam-se pelos dedos.

Obrigado Ana Lains, Fernando Pereira, músicos e todos os envolvidos nesta noite da nossa Música, da música do nosso encantamento.

 

Nuno Espinal

Fotos: António Silva (Rouxinol de Pomares)

 

 

 


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