publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 03 Julho , 2014, 00:50

 

Há artistas que se convertem em artistas do mundo. E ridículo seria se, de Mário Vitória, realçasse, em loas bairristas, as suas raízes vilacovenses. E se não me furto à referência, apenas o faço por curiosidade e justificativo para o arrumo da notícia neste site. E pronto! Sobre este ponto por aqui me fico.

O que destaco, isso sim, em informação de atualidade, é que, de Mário Vitória, muitas obras suas estão espalhadas por Coimbra.

Trata-se de uma exposição (ou exposições) com iniciativa no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, no âmbito do projeto “Alice”, intitulada “Semeando Espelhos no Escuro da Perspetiva “ e que já decorre desde 27 de Junho, com termo anunciado para 13 de Julho.

As obras de Mário Vitória podem ser apreciadas no Centro de Estudos Sociais / Escadas Monumentais / Largo D. Dinis / Museu Nacional Machado de Castro / Café Santa Cruz / Museu Municipal de Coimbra – Edifício Chiado / Casa Municipal da Cultura – Galeria Pinho Dinis / Teatro Académico de Gil Vicente / Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.

 Estive, hoje, dia 2 de Julho, no lançamento do catálogo da exposição que decorreu no Museu Machado de Castro e onde está exposta a sua peça, porventura a mais emblemática, "Apocalipse e o Rapto da Europa" que esteve no Museu Alberto Sampaio e no Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães, aquando, em 2012, aquela cidade foi titulada como “capital da cultura”.

Do catálogo retiro o excerto de um texto do Professor Boaventura de Sousa Santos, (na foto)diretor científico do projeto “Alice”, que sobre o artista escreve:

“Mário é um MC, um mestre de cerimónias que tanto poder ser para rappers como para recepções a embaixadores e outras inutilidades com charme. Arrumador exímio de loucuras, apresenta-as em séries tão incessantes que mais parecem normalidades avulsas deambulando pelos centros comerciais do subterrâneo. Arruma as loucuras onde não é permitido pelas autoridades, certo que lhes sobreviverá tal como o mundo sobrevive a todos nós. Só nós é que não sobrevivemos a nós próprios. E isso também o Mário sabe. Daí que entregue à arte a missão gigantesca de lhe permitir escapar a devoração de si próprio enquanto pinta e desenha.”

 

Nuno Espinal  

 


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