publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 18 Junho , 2014, 09:41

 

Esta cena foi retratada nos anos 20, algures em Vila Cova, ao que se presume numa eira junto ao rio. É uma cena do passado, totalmente caída em desuso. O mangual ou malho, que na foto se destaca no seu movimento de bater os grãos de cereais, passou definitivamente à história. Hoje são máquinas, cada vez mais sofisticadas, que se encarregam das várias etapas desde a ceifa à individualização do grão e à sua moagem.

Contudo em Vila Cova já nem isso. Todo o ciclo, por exemplo, de laboração do milho é hoje uma mera recordação. O chão abandonado da “Várzea da Vila” que o diga.

Com o correr dos anos perde-se, cada vez mais, a ruralidade que ainda há meio século predominava.

A própria vivência com laivos da solidariedade mecânica, de que Durkheim falava, com a partilha de crenças, valores sociais e sentido de entreajuda, esvai-se continuamente. Nos tempos que correm os interesses individuais sobrelevam-se e a consciência de cada um é cada vez mais umbilical.  

Daí, amigos, que já nem admire que dos mordomos nomeados nem um se disponibilize para organizar a Festa de São João.

Sinais dos tempos que correm…

 

Nuno Espinal


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