publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 09 Junho , 2014, 22:59

 

Terminou mais uma “feira das tasquinhas” em Arganil. Que dizer? Confesso que me espaireço durante os dias em que decorre. Não que me deslumbre, bem longe disso, com os momentos de entretenimento oferecidos. Nem tão pouco com os degustes proporcionados. Carne e mais carne são a base dos pratos proporcionados (as minhas preferências gastronómicas quedam-se no peixe) e nos palcos ranchos folclóricos e bandas filarmónicas. Mas há um ambiente que fascina. Porque acima de tudo há povo e na inter-relação entre coisas e pessoas e entre pessoas e pessoas a comunicação acontece, a “cultura popular” acontece.

Na feira sinto algo de verdade, de genuíno. Nos cheiros menos cordatos dos grelhados, nas desarmonias musicais, nas vozes desafinadas, nos tropeções e trambolhões etílicos.

Isto é Povo”, bradava alguém, “esta é a minha gente de Arganil.”

Dizia o sociólogo T. S. Eliot que “se a existência de uma elite é indispensável à sua conceção de «alta cultura», também o é que numa sociedade haja culturas regionais que alimentem a cultura nacional”.

E dizia ainda mais:

É importante que um homem se sinta não só cidadão de uma nação em particular como também cidadão de um lugar específico do seu país, que tenha as suas lealdades locais”.

Que lição! E nas “tasquinhas” esteve a lição.

 

Nuno Espinal

 


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