Caímos uma vez mais na irracionalidade argumentativa. Compreendo que o tema das praxes esteja ao nível do facciosismo clubístico, até porque se generalizaram como ritos de obediência e de vacuidade cultural. Agora que sirvam para arrasar nos meios de comunicação social tudo e todos os que de alguma forma a tentam compreender, é que não. Não me parece nada justo, pela simples razão que há praxes e praxes, apesar do evidente anacronismo das suas práticas. Não me esquecerei nunca da frase que servia o 1º número da revista "Coimbra de Capa e Batina" e que marcou a restauração das tradições académicas de no ano de 1980 "Coimbra de Capa e Batina - A Tradição em Liberdade". Há tempos e tempos. Aquele era de sonho e de reencontro com as velhas tradições democráticas da Academia de Coimbra e onde figuras emblemáticas da cidade como Pinho Brojo, António Portugal, José Mesquita, Aurélio Reis, Eduardo Aroso, Álvaro Aroso, Luiz Goes e tantos outros - em Lisboa nem se sonhava vestir uma capa e batina - se associaram à luta sempre nova por uma cidade jovem reencontrada com a sua academia e os seus símbolos.
Carlos Carranca
(Através de Manuel Vasconcelos)


