publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 27 Janeiro , 2014, 22:41

 

 

 

Caímos uma vez mais na irracionalidade argumentativa. Compreendo que o tema das praxes esteja ao nível do facciosismo clubístico, até porque se generalizaram como ritos de obediência e de vacuidade cultural. Agora que sirvam para arrasar nos meios de comunicação social tudo e todos os que de alguma forma a tentam compreender, é que não. Não me parece nada justo, pela simples razão que há praxes e praxes, apesar do evidente anacronismo das suas práticas. Não me esquecerei nunca da frase que servia o 1º número da revista "Coimbra de Capa e Batina" e que marcou a restauração das tradições académicas de no ano de 1980 "Coimbra de Capa e Batina - A Tradição em Liberdade". Há tempos e tempos. Aquele era de sonho e de reencontro com as velhas tradições democráticas da Academia de Coimbra e onde figuras emblemáticas da cidade como Pinho Brojo, António Portugal, José Mesquita, Aurélio Reis, Eduardo Aroso, Álvaro Aroso, Luiz Goes e tantos outros - em Lisboa nem se sonhava vestir uma capa e batina - se associaram à luta sempre nova por uma cidade jovem reencontrada com a sua academia e os seus símbolos.

 

Carlos Carranca

 

(Através de Manuel Vasconcelos)

 

 

 

 

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 27 Janeiro , 2014, 22:36

 

 

Também concordo com Mariano Gago. Há uma excepção: Coimbra. Até se pode explicar historicamente. Não esqueçamos que foi com a "praxe " de Coimbra - gosto mais de usar o termo TRADIÇÕES ACADÉMICAS - que o governo fascista de Salazar e Américo Tomás, sofreu o maior desafio de sempre, pela democratização do Ensino, pela liberdade - a Crise Académica de 69. Não esquecer que foi o Conselho de Repúblicas e os estudantes reunidos em Assembleia Magna que decretaram Luto Académico. Uma coisa é ser-se praxista, outra é entender a cultura de tradições académicas onde figuras como João de Deus, Antero, Aristides de Sousa Mendes, Vergílio Ferreira e outros se integraram, acrescentando carga humanística, fortemente cultural e de contestação a todas as formas de abuso do poder. Coimbra tem a obrigação de não alienar esse património. Hoje a maioria das Repúblicas de Coimbra são contra a praxe, ao serem-no, nada da mais fazem do que alargar a rebeldia de quem marca o que de melhor tem o espírito de Coimbra. Quando a Praxe comanda a Cultura, a Inteligência, é claramente fascista. Quando ela existe inserida na comunidade como mais um elemento de congregação, entendendo a cultura a que pertence, à boa maneira de Coimbra, então está no lugar certo. Temo que mesmo em Coimbra as tradições, pelo que tenho vindo a observar, estejam a degenerar na sua mais valia de fraternidade. Sei que há maus exemplos que têm vindo a fazer o seu caminho, mas também sei que Coimbra e a sua Universidade têm património mais do que suficiente para dar a volta a uma situação que se generalizou de infantilismo cívico.

 

Carlos Carranca

 

(Através de Manuel Vasconcelos)

 

 


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