publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 06 Janeiro , 2014, 22:48

 

 

Vibrei com golos do Eusébio, sim senhor. Os da seleção, os do Benfica nas Taças Europeias. Outros houve que me deram tristeza. Aquele, no Estádio da Luz, numa noite vibrante, em que a minha Académica discutia, taco a taco, o primeiro lugar do “Nacional” com o Benfica. Um passe para o Eusébio que recolhe a bola do lado esquerdo da grande área, e, já junto à linha de cabeceira, com reduzido ângulo, dispara um torpedo que o Dr. Maló, quase que aposto, nem conseguiu ver por que lado passou. Golo do Benfica, para grande desapontamento meu e dos milhares da Briosa que lá estavam.

Consegui um dia estar com o Eusébio. Tinha entrevistado o Toni e pedi-lhe os seus bons ofícios para uma entrevista ao Eusébio. Toni marcou-me um dia e hora nas entradas dos balneários do antigo Estádio da Luz, na altura em obras para a construção do terceiro anel. E assim foi. O Toni, na altura adjunto de treinador, lá estava e guiou-me, nos labirintos da zona de balneários, até a uma sala onde aguardámos Eusébio. O encontro até foi um tanto caricato. Eu cheio de lama, resultado das obras do estádio e de um dia de chuva que empapava o chão que tive de pisar. Lama nos sapatos, nas calças e até no casaco. Depois lá surgiu o Eusébio, que naqueles tempos era treinador, segundo me recordo, de uma equipa de miúdos. O Eusébio vinha dos banhos turcos, de turbante e apenas com uma tanga no corpo. Foi assim que nos cumprimentámos, foi assim que falámos durante uns minutos. Marcámos o dia da entrevista e posteriormente remarcámos e tornámos a remarcar,  mas os compromissos de Eusébio iam sempre adiando a data. Até que, por razões várias, uma delas o fecho da revista, “O Espaço Aberto”, a entrevista gorou-se de vez.   

Ainda conservo a imagem do Eusébio desse encontro. Mas aquela que sempre me acompanha, quando do Eusébio se fala, é a das corridas loucas, campo fora, dribles estonteantes, remates atómicos e golos fantásticos.

Deu-me alegrias grandes o Rei Eusébio. Qual King, qual caraças, Rei! Rei Eusébio! Rei, bem à portuguesa. Porque o Eusébio sempre quis ser português. E esse é também um grande favor que lhe devemos. Obrigado Rei Eusébio. Obrigado por tudo!

 

Nuno Espinal


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