publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 04 Outubro , 2013, 19:26

 

 

Recentemente li, de Piaget, a importância que o jogo tem para a criança. O jogo, a brincadeira, e a sua íntima ligação ao desenvolvimento da própria inteligência. Diz Piaget que, desde bebé até aos dois anos, a criança, nas suas brincadeiras, começa a aprender a controlar e coordenar os movimentos. São, para Piaget, as brincadeiras de domínio. Entre os dois e os seis a sete anos é o jogo do fingir, do faz de conta. A criança finge que é isto ou aquilo, imagina ser outra coisa ou pessoa. São as brincadeiras simbólicas. Em fase posterior do crescimento entra nos jogos com regras. “Vou-me esconder, tens de contar até cem. Só depois é que podes abrir os olhos. Não vale fazer batota”: São as brincadeiras com regras.

Ora, neste caminhar das fases do crescimento, fui levado à recordação de uma cena passada em Vila Cova, no sítio do Adro, com a Matriz por fundo, teria para aí os meus 6 anos. Detive-me, pois, nesta parte do livro que versava as brincadeiras com regras. E porquê?

É que, nesta viagem ao passado, vejo-me atrás de uma bola com outras crianças e um senhor, de batina preta, com um apito, a apitar… a apitar… a apitar. As “coisas” que as apitadelas denunciavam essas não as guardo na memória. O que eu registei é que o “Senhor do Apito” era nem mais nem menos o Sr. Prior, o bondoso Padre Januário Lourenço dos Santos.

Foi, porventura, este mero jogo com uma bola de futebol, um primeiro, ou dos primeiros momentos que, no percurso do meu crescimento e aprendizagem, me terá sinalizado que há regras…as tais brincadeiras com regras.

E lá está o Sr. Prior, atitude amiga e protetora, registado na recordação mais antiga que dele guardo.

E será assim, amigo, protetor e solidário, que sempre o hei-de recordar.

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 04 Outubro , 2013, 19:13

Mais comentários ao nosso apontamento, “Reflexões para debate”, sobre o fenómeno dos “independentes”:

 

Arménio Silva Vitória:

 

Questão novíssima e portanto ainda difícil de analisar. Podemos desde já concluir que a solução produziu resultados como o da Câmara do Porto, mas também como o da Câmara de Oeiras. São movimentos inorgânicos, não sujeitos a qualquer filtro partidário e sem qualquer garantia de que venham a ser aquilo que imaginámos quando e se neles votámos. Numa primeira e rápida análise parece-me que eles são o resultado do princípio da falência dos (de alguns) partidos políticos que não têm sabido abrir-se e modernizar-se. Acho mesmo que a estrutura superior dos dois maiores partidos não desejam intromissões de quem por ela não tenha sido previamente "apadrinhada". Depois temos também de meter neste caldeirão de análise a questão dos votos brancos e nulos que nestas eleições atingiu níveis elevadíssimos. Mas atenção, entendo que não haverá democracia sem partidos políticos. Espero que eles tomem a iniciativa de refletir sobre eventuais alterações no nosso sistema eleitoral. Também nesta matéria julgo que, se as coisas correrem mal, devemos atribuir-lhes as responsabilidades ao permitirem, por omissão, que apareça alguém a pretender cavalgar esta onda de descontentamento. Lembram-se do PRD?

 

 

Nuno Mata:

 

Lidas algumas (e boas) achegas, tenho para mim as seguintes conclusões: a Democracia precisa de partidos, mas não destes; a Democracia precisa de políticos, mas não destes; a Democracia precisa de independentes, mas não destes...

Em suma, seja no plano europeu, nacional ou local, a pobreza de alternativas é de tal forma agoniante que pouco mais nos restará do que tentar viver sem perder muito tempo com a confrangedora ausência de propostas, de projectos e de decência que só perdura devido ao triste espectáculo do rotativismo. E a cegueira é tal que se continua a ignorar o nº dos abstencionistas, dos votos nulos e dos votantes em branco, talvez porque nenhum desses contribua para a derrocada do edifício do poder, dos interesses e caciquismos.


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